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ELEIÇÕES 2022

Wellington Fagundes garante disputa à reeleição e tem vacina da Covid como “trunfo”

Foto: Ari Miranda / RDM

Emily Magalhães & Welington Sabino – FolhaMax

Diante de um cenário que promete uma acirrada disputa para a única vaga ao Senado no pleito de 2022, nos bastidores políticos de Mato Grosso muita gente aposta num possível recuo do senador Wellington Fagundes (PL) em seu projeto09 de reeleição, para disputar a Câmara dos Deputados. Ele, no entanto, descartou de vez essa possibilidade.

“Essa hipótese não existe. É natural a minha candidatura à reeleição, é o meu foco e vou trabalhar pra isso”, avisou Fagundes, durante entrevista na manhã desta sexta-feira (8).

Na leitura de quem acompanha a movimentação do “xadrez” político, um possível recuo de Fagundes na busca por outro mandato no Senado envolve diversos

fatores. O principal deles é o poderio financeiro e político do grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (DEM), que tem o vice-governador Otaviano Pivetta (sem partido), como principal interessado na vaga a ser aberta no Senado no próximo ano.

No pleito suplementar de 2020, para preencher a cadeira de Selma Arruda (Podemos), cassada por crime de caixa 2 e abuso de poder econômico, Otaviano Pivetta, ainda filiado ao PDT, se lançou pré-candidato, iniciou sua pré-campanha e até participou das convenções partidárias para confirmar seu nome, realizadas em março.

No entanto, após o início da pandemia de Covid-19, a eleição que estava marcada para abril foi adiada para novembro. Nesse período, Mauro Mendes entrou em cena e demoveu de Pivetta a ideia de disputar o Senado, pois a preferência do governador era eleger o então senador tampão Carlos Fávaro (PSD).  E assim foi feito, com Fávaro eleito para o senado na vaga de Selma Arruda.

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Nesse contexto, a mais forte hipótese é de que foi firmado um compromisso entre Mauro Mendes e Pivetta para o vice-governador ser o candidato do grupo ao Senado em 2022. E agora, no mesmo grupo de Mendes ainda tem o ex-senador Cidinho Santos (PSL) e o deputado federal Neri Geller (PP) também interessados na vaga de senador.

Dessa forma, a reeleição de Wellington Fagundes ainda gera dúvida para quem acompanha de perto as alianças e acordos políticos bem como a movimentação das peças no tabuleiro político. Ele, no entanto, garante que não recua de buscar um segundo mandato de oito anos como senador. “Não pretendo ser candidato a deputado federal, não tem possibilidade. Até porque já fui seis mandatos como deputado federal, o amadurecimento, o trabalho no Senado creio que tem sido muito profícuo, então o meu foco seria a candidatura à reeleição”, enfatizou o senador.

VACINA DA COVID COMO TRUNFO

O senador Welliington Fagundes, de antemão, revela que uma de suas estratégias a ser adotada na campanha eleitoral, será mostrar seu trabalho em prol da vacinação contra a Covid-19, seu empenho para ajudar na produção de uma vacina brasileira.

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Fagundes foi o relator da Comissão Temporária da Covid-19 e autor de um projeto de lei que autoriza o uso de estruturas industriais destinadas à fabricação de produtos de uso veterinário  na produção de vacinas contra a covid-19 no Brasil. A proposta resultou na Lei 14.187, de 2021,  sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em julho deste ano.

“Quero dar uma boa noticia pra vocês, a questão das vacinas. Eu tenho trabalhado muito nessa área porque a vacina está comprovado que é o caminho pra gente resolver, ou seja, sair da pandemia e agora no dia 29 teremos lá em Salvador o lançamento, aplicação da primeira vacina 100% brasileira, com toda tecnologia, isso vai permitir que até o final do ano a gente possa então ter vacina brasileira para os brasileiros e até para poder exportar”, comentou Wellington Fagundes, deixando claro que esse será um de seus motes de campanha.

“Ontem nós estivemos na Comissão de Orçamento liberando mais recursos pra que o Ministério da Ciência e Tecnologia possa avançar realmente a gente trazer mais esperanças pro Brasil”, colocou o senador.

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Política

Pivetta assina compromisso por bioeconomia em Fórum dos Governadores da Amazônia Legal

GOV MT – Assessoria

 

Na 24º edição do Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (PDT), assinou a carta conjunta na qual os estados firmam o compromisso de promoverem a bioeconomia nos estados. O encontro aconteceu na cidade de Belém (PA) nesta segunda-feira (18.10).

A carta é também um convite para o setor privado nacional e fundos internacionais investirem e incentivarem a bioeconomia na Amazônia. A reunião ocorre em meio ao Fórum Mundial de Bioeconomia, que pela primeira vez ocorre fora da Finlândia.

Durante o encontro, Otaviano Pivetta destacou o compromisso de Mato Grosso com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da Amazônia e dos objetivos do Estado de preservar a floresta em pé.

“Trago a mensagem do Estado de Mato Grosso de que temos a convicção de que estamos no caminho certo. Definimos um plano para a neutralização do carbono no estado. O primeiro objetivo para alcançar a meta é o combate ao desmatamento ilegal. Habitamos um estado que se tornou nos últimos 10 anos o líder brasileiro na produção agrícola, e vamos crescer muito em produtividade sem fazer uso da Amazônia. Cerca de metade do nosso território é Amazônico, e nós queremos dar as mãos aos outros governadores da Amazônia Legal para preservar”, afirma o vice-governador.

O presidente do Consórcio, o governador do Maranhão, Flávio Dino, abriu a reunião contando sobre a função do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal como importante espaço para troca de experiências e avanços no desenvolvimento econômico e social da Amazônia Legal, de maneira harmônica e sustentável. O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o anfitrião do evento.

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Fazem parte do Consórcio os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O encontro marcou também os preparativos da delegação de secretários que irão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que acontecerá em Glasgow, na Escócia, entre 31 de outubro e 12 de novembro de 2021, sob a presidência do Reino Unido. Este é o principal espaço mundial de formação de compromissos multilaterais pelo clima.

Foi assinado ainda um documento para início das tratativas de captação de recursos para a preservação da Amazônia e combate ao desmatamento por meio do Memorando de Entendimento à Cooperação Alemã-GIZ e Emergente (LEAF Coalition), uma coalizão formada pelos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega.

Fórum Mundial de Bioeconomia

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) também participa do Fórum Mundial de Bioeconomia, que discute de 18 a 20 de outubro, em Belém (PA), caminhos para o desenvolvimento sustentável com foco nas comunidades que residem na Amazônia, e na preservação da natureza. Líderes, entidades e especialistas, do Brasil e do exterior, debatem propostas voltadas ao desenvolvimento pleno da bioeconomia.

“Belém recebeu este importante evento para discutir modos de preservar a floresta e produzir de modo sustentável. Com a nossa rica biodiversidade, é importante e urgente transformar os ativos ambientais em receita financeira, fortalecer as cadeiras produtivas que preservam e promovam pesquisas para novas tecnologias. É preciso avançar na discussão da Bioeconomia que queremos para a Amazônia”, avalia a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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Em Mato Grosso, o incentivo à bioeconomia está diretamente relacionado aos produtos oriundos do uso sustentável da Floresta, como o café, a castanha do Brasil, guaraná, cacau entre outros. Também agregam à meta a eficiência no uso do solo sem abertura de novas áreas de floresta para produzir mais.

Bioeconomia é um modelo de desenvolvimento ligado ao aproveitamento dos recursos naturais aliados a utilização de tecnologias para criação de produtos e serviços mais sustentáveis. Na Amazônia, o potencial de desenvolver novos produtos que dependem da floresta em pé é muito grande, conta a gestora.

“Participei de uma etapa do Fórum Mundial de Bioeconomia representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Estamos falando da manutenção da nossa floresta em pé, das nossas nascentes e aquíferos, e da nossa biodiversidade viva, moeda verde e reflorestamento das áreas degradadas. Esse é o futuro, fazer da floresta um ambiente econômico e saudável para o mundo”, conta o deputado estadual Allan Kardec.

Também fez parte da delegação de Mato Grosso o secretário Executivo da Sema-MT, Alex Marega, e a assessora de Relações Internacionais, Rita Chiletto.

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