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DEMOCRACIA MADURA

“Debate sobre golpe é perda de tempo”, diz Gilmar Mendes; veja vídeo

Brasil 247

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou, em entrevista exclusiva à TV 247, que o debate sobre se haverá ou não um golpe de Estado no Brasil é inútil, pois as instituições seguem funcionando dentro da normalidade, e atuam para conter as “manifestações” de Jair Bolsonaro.

Segundo o ministro do STF, desde 2013, nos protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff, articula-se o golpismo no Brasil. “Tenho a impressão de que o Brasil hoje, apesar de todos os problemas, tem uma democracia madura, e é também um país muito complexo. Mas é verdade que desde 2019, e mesmo antes, naquelas manifestações contra a presidente Dilma Rousseff, apareceram esses, digamos assim, saudosistas do regime militar”, disse Gilmar Mendes, em entrevista ao jornalista Mario Vitor Santos, no programa Forças do Brasil, neste sábado (9).

Bolsonaro apenas intensificou o teor das ameaças, mas sem obter um resultado concreto: “E depois da eleição do presidente Bolsonaro nós vimos várias manifestações com esse teor, mas a vida prosseguiu com a imposição da sua própria realidade: o Congresso funcionando, o Supremo funcionando, a autonomia do Ministério Público, o que, aparentemente, incomodava determinados setores da base de apoio do governo”.

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Gilmar Mendes comentou sobre as manifestações golpistas do 7 de setembro, que tiveram como alvo o STF e o ministro Alexandre de Moraes. Apesar das mobilizações, destacou, o governo vem sofrendo diversas derrotas no campo político.

“União” para superar crise

O ministro do STF pediu “união” para superar os verdadeiros problemas que afetam a vida dos brasileiros, como os efeitos da pandemia e a deterioração econômica. “Agora, se viu de maneira muito clara que é um pouco de uma perda de tempo esse debate sobre golpe. O que nós temos hoje? Uma pandemia que foi avassaladora para a saúde e para a economia do país. Temos que buscar o mínimo de união para superarmos esse quadro”, disse.

Enquanto o mundo avança com a implementação de grandes planos de reestruturação econômica para o pós-pandemia, o Brasil segue perdendo oportunidades, avaliou Gilmar Mendes. “E nós aqui perdemos tempo, ou para citar uma sempre repetida do meu conterrâneo Roberto Campos, o Brasil não perde oportunidade de perder oportunidade. Então, ficamos com esse quadro e esquecendo os problemas reais”, afirmou o ministro do STF. “O golpe, ou a metáfora do golpe, era um pouco de uma manobra diversionista, para tentar coagir as instituições e de fato causar um tipo de medinho. O Brasil é muito grande para isso”, completou.

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Veja a entrevista na íntegra abaixo.

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Política

Pivetta assina compromisso por bioeconomia em Fórum dos Governadores da Amazônia Legal

GOV MT – Assessoria

 

Na 24º edição do Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (PDT), assinou a carta conjunta na qual os estados firmam o compromisso de promoverem a bioeconomia nos estados. O encontro aconteceu na cidade de Belém (PA) nesta segunda-feira (18.10).

A carta é também um convite para o setor privado nacional e fundos internacionais investirem e incentivarem a bioeconomia na Amazônia. A reunião ocorre em meio ao Fórum Mundial de Bioeconomia, que pela primeira vez ocorre fora da Finlândia.

Durante o encontro, Otaviano Pivetta destacou o compromisso de Mato Grosso com a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da Amazônia e dos objetivos do Estado de preservar a floresta em pé.

“Trago a mensagem do Estado de Mato Grosso de que temos a convicção de que estamos no caminho certo. Definimos um plano para a neutralização do carbono no estado. O primeiro objetivo para alcançar a meta é o combate ao desmatamento ilegal. Habitamos um estado que se tornou nos últimos 10 anos o líder brasileiro na produção agrícola, e vamos crescer muito em produtividade sem fazer uso da Amazônia. Cerca de metade do nosso território é Amazônico, e nós queremos dar as mãos aos outros governadores da Amazônia Legal para preservar”, afirma o vice-governador.

O presidente do Consórcio, o governador do Maranhão, Flávio Dino, abriu a reunião contando sobre a função do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal como importante espaço para troca de experiências e avanços no desenvolvimento econômico e social da Amazônia Legal, de maneira harmônica e sustentável. O governador do Pará, Helder Barbalho, foi o anfitrião do evento.

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Fazem parte do Consórcio os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O encontro marcou também os preparativos da delegação de secretários que irão participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que acontecerá em Glasgow, na Escócia, entre 31 de outubro e 12 de novembro de 2021, sob a presidência do Reino Unido. Este é o principal espaço mundial de formação de compromissos multilaterais pelo clima.

Foi assinado ainda um documento para início das tratativas de captação de recursos para a preservação da Amazônia e combate ao desmatamento por meio do Memorando de Entendimento à Cooperação Alemã-GIZ e Emergente (LEAF Coalition), uma coalizão formada pelos Estados Unidos, Reino Unido e Noruega.

Fórum Mundial de Bioeconomia

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) também participa do Fórum Mundial de Bioeconomia, que discute de 18 a 20 de outubro, em Belém (PA), caminhos para o desenvolvimento sustentável com foco nas comunidades que residem na Amazônia, e na preservação da natureza. Líderes, entidades e especialistas, do Brasil e do exterior, debatem propostas voltadas ao desenvolvimento pleno da bioeconomia.

“Belém recebeu este importante evento para discutir modos de preservar a floresta e produzir de modo sustentável. Com a nossa rica biodiversidade, é importante e urgente transformar os ativos ambientais em receita financeira, fortalecer as cadeiras produtivas que preservam e promovam pesquisas para novas tecnologias. É preciso avançar na discussão da Bioeconomia que queremos para a Amazônia”, avalia a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

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Em Mato Grosso, o incentivo à bioeconomia está diretamente relacionado aos produtos oriundos do uso sustentável da Floresta, como o café, a castanha do Brasil, guaraná, cacau entre outros. Também agregam à meta a eficiência no uso do solo sem abertura de novas áreas de floresta para produzir mais.

Bioeconomia é um modelo de desenvolvimento ligado ao aproveitamento dos recursos naturais aliados a utilização de tecnologias para criação de produtos e serviços mais sustentáveis. Na Amazônia, o potencial de desenvolver novos produtos que dependem da floresta em pé é muito grande, conta a gestora.

“Participei de uma etapa do Fórum Mundial de Bioeconomia representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Estamos falando da manutenção da nossa floresta em pé, das nossas nascentes e aquíferos, e da nossa biodiversidade viva, moeda verde e reflorestamento das áreas degradadas. Esse é o futuro, fazer da floresta um ambiente econômico e saudável para o mundo”, conta o deputado estadual Allan Kardec.

Também fez parte da delegação de Mato Grosso o secretário Executivo da Sema-MT, Alex Marega, e a assessora de Relações Internacionais, Rita Chiletto.

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