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NAYARA CERUTTI

Síndrome da feiura, liberte-se

Como estou feia, que nariz horroroso, fico ridícula com esses lábios tão finos, e estes olhos tão assimétricos, definitivamente não merecem o olhar de admiradores! Quantas vezes você se colocou em alguma condição de miserabilidade facial ou corporal? Depreciar sempre a própria aparência nem sempre significa que uma transformação física seja necessária, a alternativa pode ser outra, a terapia. Trocar de consultório da beleza pelo divã significa tratar a mente e a alma para libertar-se de um grande mal devorador da autoaprovação e autoestima, se não conhece esse inimigo invisível saiba que ele tem nome e sobrenome; transtorno dismórfico.
Trata-se da feiura imaginária. E a dismorfia é um distúrbio que hoje atinge 2% da população, cerca de 4,1 milhões só no Brasil. Em tempos de redes sociais e culto à aparência em alta, o quadro encontra terreno fértil para aumentar cada vez mais. Você mesma já se sentiu ofendida por ver e ouvir tal depreciação por parte de pessoas que você considera linda ou muito bonita? Com certeza todos nós já passamos por isso, simplesmente por você admirar a beleza alheia e não concordar com tal julgamento tão desmerecedor. Mas, saiba que este é um comportamento ruim que realmente surge até na mente e coração de pessoas consideradas perfeitas e estonteantes, sim, um problema até de famosas que justamente são consideradas referências de beleza e sensualidade, estrelas da telinha e da sétima arte não escapam da dismorfia.
A feiura imaginária acomete até com depressão a consagrada cantora norte americana, mundialmente conhecida e admirada Demi Lovato, tentando até suicídio e abuso de drogas. A cantora sempre deixou bem clara sua luta contra os padrões de beleza e o quanto sofreu porque acreditava não ter o tal padrão de beleza. Mais perto de nós temos a lindíssima atriz Bruna Marquezine, já revelou ter tido depressão por causa do distúrbio de imagem, chegou a fazer uso de laxantes diariamente para emagrecer. Você também vai se surpreender ao saber que tal desenvolvimento mórbido de imagem também pode afetar quem não precisa necessariamente ter um padrão de beleza alto para ter sucesso profissional.
Franz Kafka um dos escritores mais influentes da literatura ocidental do século XX autor de diversos contos, romances e da famosa novela A Metamorfose, provavelmente a mais conhecida entre suas obras sofreu com a dismorfia. O escritor tcheco Franz Kafka costumava se referir à própria aparência de maneira muito depreciativa. Miserável e desprezível eram alguns dos adjetivos mais usados em seus diários. Às vezes, ele criticava os ombros caídos. Outras, implicava com os braços desajeitados ou com a postura encurvada. Tinha pavor de espelhos porque eles refletiam uma feiura inescapável, ele próprio o descreveu assim inúmeras vezes. Tanto que a obra Metamorfose recebeu essa sua inquietude, transvestida no protagonista que acorda um dia e se vê transformado em um inseto asqueroso.
Você pode estar julgando nesse momento, meu Deus essas pessoas tão bem-sucedidas em suas carreiras profissionais não têm direito a ter tal tormento, pois são belas e vitoriosas. Sim, mas a alma de cada um carrega o pesar da psique por inúmeras razões desconhecidas, mais provavelmente pelo olhar e palavras de quem não merecem ter crédito. Se você por alguma razão deixou-se inundar por julgamentos pesarosos, reconstrua sua mente e seu coração. Ame-se, não desista de encontrar a paz e a sua aprovação. Tenha sempre em mente que você é uma obra prima do Arquiteto mais poderoso do universo, o Alfa e o Ômega, basta a você reconhecer suas limitações, aceitar sim fazer mudanças faciais ou corporais, pois cuidar-se é um gesto de amor e gratidão pela obra que você é e sempre será. Liberte-se, cuide-se e seja feliz. A evolução é constante, o alvo é descobrir sempre um novo você.

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Nayara Cerutti, odontóloga com atuação em harmonização facial

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Opinião

Então foi Natal

Por Vânia Neves*

Então foi Natal… E de fato, o que a gente fez? Será que fizemos o bastante? Será que fizemos algo? Ou apenas murmuramos. O nosso mal é esse talvez, de muitas vezes ficarmos parados no mesmo lugar vendo tudo passar a nossa frente como uma grande tela de cinema, ou lamentamos ou criticamos as pessoas pelo o que elas fazem, fato, lamentar é mais fácil do que agir.

Mas vamos ao tema, o Natal existe sim, é uma data comercial? Também, mas há um apego religioso e cristão em tudo isso também? Sim, ou para algumas pessoas. Este ano devido uma série de fatores, decidi que o presente seria “Eu Presente”, isso mesmo, eu presente na vida das pessoas. E cá estou falando com você, tentando de fato cumprir essa missão, “Ser Presente”.

Logo que acordei agradeci a Deus pela minha vida e coloquei toda nação na presença Dele, é, o Natal mexe com todos nós, ou com os que têm uma certa sensibilidade. Eu acredito na força do Natal, olha quanta gente se mobilizou a fazer ações solidárias, quantas pessoas foram beneficiadas, mas por que não fazemos isso o ano todo?

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Por que não nos mobilizamos mais? Posso responder, porque somos movidos a momentos, se a gente tornar o Natal algo cotidiano mais pessoas serão agraciadas, e nós, vamos nos tornar seres mais iluminados. Neste momento ainda natalino, vamos refletir no quanto podemos ser solidários de fato com as pessoas, ser motivação, ser energia boa e ser gente boa.

Ser Natal todo dia, pode fazer a diferença na vida de todos nós.

 

*Vânia Neves é jornalista e assessora de imprensa de Cuiabá – MT.

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