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JOSE PEDRO GONÇALVES

Se não é, é o quê?

“Para o Direito Civil, dolo é o artifício utilizado com base na má-fé intencionando levar outrem à prática de um ato que configure prejuízo a si mesmo. É o ânimo consciente de agir de forma ilícita para prejudicar ou violar direito alheio”. (www.direitonet.com.br). Está nos dicionários e o direito violado é a própria vida. Apenas rememoro para que não tenham dúvidas.

Quando alguém é muito bem-informado por cientistas, especialistas, professores doutores do mundo inteiro sobre algo que deve ser feito de uma determinada maneira, mas alguém insiste e persiste em fazer exatamente de modo contrário e, com essa decisão, milhares de pessoas acabam morrendo por falta de cumprimento daquilo que foi explicado, esclarecido, não uma, mas milhares de vezes, significa o que?

É como se o planeta fosse de uma única pessoa e o restante dos habitantes vivessem distantes da realidade onde a maldade de um único vivente pudesse perpetuar o morticínio sem qualquer interferência. E dizem que estamos vivendo em um estado democrático de direito, como os juristas enchem a boca para proferir essa irrealidade, enquanto esta mistura de hospital e cemitério continua a ouvir os impropérios de um único vivente, o onipotente que se alimenta de velório e leite condensado.

Por outro lado, os subgovernantes, controlando seus pequenos feudos, amedrontados se ajoelham diante do potentado a espera de uma prebenda qualquer ou de um afago em egos esfaimados, no afã indefinido de ampliação de cemitérios. Não é possível simplesmente inventar mais leitos de UTI, porque, por aqui não se fabricam profissionais em padarias ou em indústrias de papel e aqueles que ainda existem se encontram no limite de suas forças. E a Nação se esqueceu que são humanos.

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ntão, eu me pergunto, no silêncio de minha clausura, tentando escapar da sepultura, se tudo isso, essa ausência fatal de compromisso com a vida é só cabeça dura ou há mais do que uma simples teimosia? Submeter um povo inteiro a uma eterna agonia, a uma dor insuportável e um luto interminável, é só tolice ou se há mais coisas escondidas no subterrâneo de uma mente adoecida, plena de estultice?

Enquanto tantos estão morrendo sufocados pela ausência de um ar purificado para garantir as suas vidas, alguns poucos permanecem discutindo o que fazer

O sofrimento é tão atroz que cada um de nós já perdeu algum parente ou amigo, famílias inteiras desapareceram, milhares de crianças já perderam seus pais de uma só vez, quantas mulheres assumiram a viuvez. E as lágrimas escorrem em cada face desta Pátria desunida, em cada segundo perde-se uma vida e as funerárias a espera do colapso por causa do catastrófico fracasso de um governo de abutres depenados.

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Enquanto tantos estão morrendo sufocados pela ausência de um ar purificado para garantir as suas vidas, alguns poucos permanecem discutindo o que fazer, enfim, por derradeiro, se é fechar ou não nossas ruas e cidades, mesmo depois que quase o mundo inteiro já conseguiu sucesso nesse fechamento.

O padecimento continua, a partir das aglomerações em nossas ruas, nas festas imorais que acontecem sob o cândido olhar de autoridades que pregam exemplos de moralidade, mas festejam escondidos em seus lares.

Já são milhares de cadáveres, as vezes insepultos e escondidos por tapumes, sem que as famílias realizem os lutos, por causa da grande probabilidade desse vírus em sua enorme capacidade de contagiar, de uma só vez, toda uma cidade.

Se não é dolo, o que então seria? Culpa? Mas que tanta culpa é essa, se nem ao menos uma mínima promessa, de apoiar, de santa consciência, aquilo que é de sua competência, trabalhar ao lado da ciência para salvar todas as vidas que ainda restam.

Mas nada disso acontece, apenas nos sobram nossas preces e um pouquinho mais de paciência. Quousque tandem…

José Pedro Rodrigues Gonçalves é médico cardiologista.

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Opinião

Leões da ascensão

Caros leitores gostaria aqui de dividir uma experiência que venho tendo e atualmente ocupa parte considerável de meu tempo, a Academia MBL

Em tempos de pandemia, crise sanitária, milhares de mortos e o abismo econômico vivenciado no desemprego e desalento de milhões de brasileiros a discussão política pode parecer distante, mas aproxima a compreensão e mudança de cenário dos fatos adversos mencionados anteriormente.

Compreendendo a mescla de aulas teóricas, atuação prática e desenvolvimento de atividades de acordo com a matriz de personalidade(cujos participantes são divididos em “Casas”:Alexandria, Atenas e Esparta) de acordo com os atributos e demais características dos participantes.

Nessa amalgama incomum encontra-se os Leões da Ascensão,grupo o qual faço parte, com pessoas das mais distintas faixas etárias, profissão, regiões e com personalidades distintas, sim somos ainda de “Casas” distintas.

O ambiente virtual das aulas somada a experiência virtual com os outros colegas é um desafio constante para todos os participantes da Academia MBL, a qualidade do curso, seus professores e o conhecimento transmitido é um capítulo a parte, mas que é impecável diga-se de passagem.

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Neste pequeno texto, neste enxerto de opinião, gostaria de parabenizar todos os alunos e casas, pela dedicação, abnegação e compromisso em mudar a realidade que vivemos, com alguns passos ousados e outros singelos(como melhorar a si mesmo aprendendo mais), mas todos com significado especial, pois é isso que mudará o mundo.

Juliano Rafael Teixeira Enamoto é advogado.

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