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ANA ELIZA

Novos formatos

Novos formatos de buscar conhecimento surgiram nas últimas décadas impulsionados com as transformações tecnológicas. Fenômeno como a economia criativa que monetiza a partir do conhecimento já é realidade.

Inclusive, alguns estudiosos afirmam que o conhecimento e a informação estariam substituindo os recursos naturais, a exemplo de uma ideia em formato de aplicativo valer equivalente a uma grande fazenda de soja em Mato Grosso.

A adaptação do ensino com migração às novas realidades tecnológicas é inevitável. Presencia-se uma corrida mundial para reformulação dos currículos escolares.

E a pandemia mostrou a importância do ensino remoto e da utilização das plataformas de ensino a distância. Várias ações de aprendizagem já são percebidas na contemporaneidade e não nos damos conta.

A maior plataforma de compartilhamento de vídeos, YouTube, disponibiliza tutoriais que ensinam desde a pintar uma parede a fazer operações financeiras de investimento.

Pouca difundida, no Brasil existe formação de professores com método de licenciatura para graduados com objetivo de suprir a escassez de profissionais da área, fato permitido a partir de uma reorganização do currículo escolar, com estudos semipresenciais e por plataformas digitais de estudos.

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A aprendizagem tem por definição o processo de mudança de comportamento por meio do conhecimento que é construído e reconstruído continuamente. Os novos formatos de ensino perpassam pelas transformações tecnológicas e pelo rompimento da barreira do tempo-espaço. Portanto, felizmente, de forma inclusiva e democrática, o ensino a distância é um caminho sem volta.

A produção do conhecimento é afetada positivamente pela ampla disseminação da informação devido aos avanços tecnológicos.

Já sabemos que o tripé da economia criativa utiliza a criatividade, a tecnologia e o capital intelectual para formação dos seus insumos de monetização.

Logo, sendo o conhecimento difundido democraticamente na atualidade, conclui-se que a monetização da nova economia, a economia do simbólico é mais inclusiva por permitir o acesso ao ensino, por exemplo, de forma remota.

Um caminho para a resposta à indagação inicial: como novos formatos de ensino permitem a monetização na economia criativa?

A partir do conhecimento, o capital intelectual do sujeito se expande e vira moeda no sistema econômico do intangível. Então, toda forma de conhecimento, ensino e aprendizagem vale a pena.

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Ana Eliza Lucialdo é professora, palestrante consultora de estratégia e negócios digitais.

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Opinião

Paz e guerra

Já ouviram falar em guerra assimétrica? Provavelmente seu conceito e dimensão ainda seja novidade à maioria dos leitores deste espaço. Olavo de Carvalho (um pensador de direita; por que, não?), em artigo de 2004, assim definiu:

‘Inspirada na Arte da Guerra de Sun-Tzu, a Guerra Assimétrica consiste em dar tacitamente a um dos lados beligerantes o direito absoluto de usar de todos os meios de ação, por mais vis e criminosos, explorando ao mesmo tempo como ardil estratégico os compromissos morais e legais que amarram as mãos do adversário’ (O Globo).

O que se caminha no país atual é para algo bem parecido, exceção para o caráter transnacional e outras especificidades. Não há uma declaração formal de guerra, também não aparenta levante civil, mas há infiltração de conceitos ideológicos e políticos, sem campo pré-determinado de ação, aproveitando-se da ineficiência estatal e da crise de autoridade, restando tipo bem próximo da Guerra Irregular.

O Rio de Janeiro há anos passa por problemas relacionados à segurança pública que bem poderiam ser conceituados por Guerra Irregular, mas de um povo contra seu próprio povo. O Brasil cunhou um novo conceito de insurreição para os manuais de guerra.

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Já ouviram falar em guerra assimétrica? Provavelmente seu conceito e dimensão ainda seja novidade

De Publius Flavius V. Renatus (Séc. V/IV a.C.)- ‘Si vis pacem, para bellum’(Se quer paz, prepara-se para a guerra).

O problema disso tudo é que nem a hierarquia e a disciplina têm sido suficientes para enfrenta-la, é o exemplo do emprego da FFAA, dado um fator do mais delicado do exercício do poder – a crise de autoridade-.

Ao deslocar o poder de punir para o Estado, o pacto social estabelecido pede sua contrapartida: o legitimo e regular uso dos meios necessários na manutenção da paz social. Somente assim o povo respeitará àqueles que exercem parcela desse poder/dever, obedecendo-lhes conscientemente.

Os líderes que temos nesse cenário político são o espelho do que temos na sociedade. E esta saqueia a própria desmoralização, subverte, se desmoraliza por vinténs políticos e discursos demagógicos. Enfim, parece agir sem consistência civilizatória.

Sem descuidar dos conceitos de democracia em Platão e Aristóteles, desde a Grécia antiga sua forma de atuação vem sendo modificada ao longo dos séculos. Inicialmente, participação popular direta e, anos após anos, seu aperfeiçoamento fez-se chegar à participação indireta através dos representantes do povo.

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E neste exato momento, perderam-se os conceitos e formas, sem que saibamos o que significa obedecer a quem não tem ou não exerce autoridade. A lei, mera tinta no papel, não obriga a mais ninguém.

Criminosos bradando siglas de organização criminosa em audiência criminal, policiais que não conseguem chegar (o Estado não tem controle, portanto), sem antes munirem-se de armamentos pesados e blindados, ao topo de um morro carioca, saques nas ruas, o Exército sendo chamado para exercer função atípica de segurança pública etc., a quem mais querem desmoralizar?

Aproveitando o centenário de Paulo Freire, o que ele diria? Provavelmente: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão” (Pedagogia do Oprimido).

A caneta e as leis estão ficando fora de moda; voltemos para a caverna. Platão é atual.

Gonçalo Antunes de Barros Neto é juiz e tem formação em Filosofia.

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