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OPINIÃO

Max Russi na COP-26, o Fiel da Balança será o presidente da AL.

Por Editoria com HLG News

Integrante da comitiva do Governador Mauro Mendes, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT),deputado estadual Max Russi (PSB), acompanhou os trabalhos, foi membro ativo das discussões, endossou as propostas do Estado e volta com a missão de encabeçar o trâmite das proposições e liderar suas aprovações. Russi tem surpreendido a todos desde que assumiu a Presidência da Casa, com sua habilidade de negociar sem ser submisso e tem sido um braço forte e poderoso como aliado pontual do Governo do Estado.

A emissão de carbono, 15 anos adiantado das previsões e o compromisso assumido pelo governador Mauro Mendes (DEM), passarão pelas hábeis mãos do presidente da ALMT que terá que ser um parceiro ativo da iniciativa que desagrada setores corporativistas do setor e que assumirão as adaptações em suas escalas de produção com um minucioso e arrojado planejamento.

Como poder de convencimento, Russi e Mendes demonstraram-se interessados e críticos, que o caminho arquitetado pelo Governo do Estado na apresentação da corajosa proposta, muda os cenários comerciais, trazendo incremento à preços de toda a cadeia produtiva envolvida e pode levar MT ao topo da credibilidade mundial com essa arrojada conquista que valoriza nossas produções.

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Inteligente e antenado, o abraço a causa por Max, deve ter sido amplamente avaliada e, prós e contras levados em conta para que ele avalizasse a surpreendente proposta que alçou o Estado Brasileiro ao centro das atenções.

Analistas de plantão, do mercado e com ligações diretas as atividades ecológicas, avaliam que a iniciativa e sua implantação podem trazer benefícios comerciais inimagináveis ao estado, transformando nosso futuro e ganhando anos à frente de outros países que não se propuseram ao risco da proposta.

Dando certo, Max, Mendes, Mauro Carvalho, Rogério Gallo e Cezar Miranda, os mais ativos do encontro e que mais se notabilizaram com seu trabalho em defesa do Estado e de seu desenvolvimento, abriram um leque comercial e primordialmente político que estampará seus rostos na mídia mundial como estrelas do ecologicamente correto e do sustentavelmente realizável.

Acompanhemos os desdobramentos e busquemos agora, nesse retorno recheado de boas notícias, uma força tarefa suprapartidária que impulsione o processo e nos catapulte rapidamente ao mercado Europeu pela porta da frente e mandando na coisa toda.

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MT. O Estado exemplo que se consolida a cada dia.

Avante.

 

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Opinião

O Filho morreu, e daí?

Por Rui Matos*

 “Tudo o que fomos permanece na despedida. O que juntamos é o que vai na partida”

Quando a voz de besouro do locutor da única rádio da pacata cidadezinha nos cafundós do interior rasgou a madrugada anunciando que já era quase cinco horas da manhã, Zé e Mané já estavam na pracinha do centro. Centro e periferia se confundiam, separados apenas por uma rua calçada com pedras irregulares.

Sentados no banco de cimento que ainda não estava marcado pelo cocô dos pombos, mantinham-se atentos ao que ouviam apesar do chiado que partia de forma impositiva de outro combalido rádio que descansava preguiçosamente sobre o balcão da padaria. Das duas faces da porta de madeira do estabelecimento, apenas uma estava aberta permitindo que a voz rouca com a notícia triste tomasse a rua junto com o filete de luz que clareava a calçada.

Era o anúncio da morte de Filho. Burburinhos já se formavam nas esquinas e os moradores debruçados nas janelas se encarregavam de espalhar a notícia que todos já sabiam.

– Perder o Filho foi triste, né?

– Deixe de ser Mané. O doutorzinho não está nem ai. Lamentar por quê?

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– Você se acha o Zé, né? Insensível. Ele tirou o Filho das ruas e o criou. Não foi assim? – questionou Mané com o coração em pedaços, após também quase encontrar a morte pela contaminação com o Coronavírus.

O sol já queimava o rosto e o lero-lero entre Zé e Mané continuava. A voz mansa deu lugar a gritos que saltavam das bocas sem receio de incomodar as senhoras que se amontoavam logo atrás para ouvir a blá-blá-blá. Foi quando Mané olhou sobre os ombros e tomou para si o controle da falação, fazendo o grupo se dispersar.

– Já viu o doutorzinho levar o Filho pra passear na praça?

– Putz! Não. Nunca vi. Mas acho que a culpa foi da Covid-19, que espantou quase todos das ruas – justificou com os braços abertos, enfiando a cabeça entre os ombros.

– Das poucas vezes que o vi com o Filho, o pobre coitado estava fedendo de tão sujo.

– Ô Mané!!! Foi a Covid que o deixou assim, todo meloso? Ou está se sentindo vítima por morar na periferia?

– Ora, ora! Como se morar no centro fizesse alguma diferença. Talvez tenha sido sim, a Covid. Vi pela televisão que muita gente morreu. Eu mesmo quase parti dessa vida. Logicamente que mudei minha forma de pensar e agir depois de tudo isso. Sobrevivi, né?

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– Então! – completou Zé com semblante de riso.

– Então nos preocupamos cada um por si e nos esquecemos do coletivo. Filho era parte dessa cidade e nos trouxe muitas alegrias. Estou errado?

– Errado não está, mas também não está certo. Afinal, Filho não foi mais importante do que qualquer outro finado durante essa pandemia – esbravejou ao se levantar, batendo a poeira da bunda com as mãos.

– Ao menos, Filho me fazia rir, brincava comigo. Até falava alguma coisa quando escapulia pelo portão, acho! – acreditou Zé, olhando Mané abrir a boca para interrompê-lo.

– Certamente o doutorzinho irá arrumar outro vira-lata. Filho morreu, e dai? Estamos vivos. A vida continua – sentenciou.

– E daí, que tudo o que fomos permanece na despedida. O que juntamos é o que vai na partida. A saudade fica, até mesmo a de um vira-lata. Que Deus o tenha.

 – Bora trabalhar, pois, sol madrugueiro não dura o dia todo – disseram juntos.

 *Rui Matos é jornalista e escritor – Instagram: @rui.matos.escritor

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