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LUIZ VICENTE DORILEO

Como chegará o Natal da Pandemia

Está chegando a data mais importante e que representa o melhor período de vendas tanto em volume como em faturamento para alguns setores como varejo e serviço e com ela a esperança do aumento de resultado no final de ano.

É uma data marcada pela emoção, com forte apelo cultural e simbólico de manifestação de carinho e reforço dos laços familiares afetivos que se manifesta com a tradição de ir às compras e trocar presentes.

Este ano, entretanto, o Natal 2020 chega envolto a um cenário econômico de incerteza e de desemprego consequência da crise gerada pela pandemia do Covid-19 que irá refletir e impactar na intenção de compra do consumidor.

Conforme pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pela Offer Wise Pesquisas o cenário atual apresenta uma queda de 22% na intenção de compra do consumidor, quando comparada ao mesmo período em 2019.

É claro é um percentual que representa redução importante se comparada ao último ano, mas, mesmo assim, o Natal ainda será a data de retomada das vendas, depois de um jejum repleto de adversidades e desafios.

Está chegando a data mais importante e que representa o melhor período de vendas
A pesquisa apontou que 54% dos brasileiros pretendem dar presentes no Natal da Pandemia. Estamos falando de um universo de 90 milhões de pessoas.

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Entre os consumidores da amostra, 23% ainda não se decidiram se irão adquirir presentes e, 22% disseram que não irão manter a tradição de dar presentes. Dentro deste grupo a principal justificativa deste ano, para 24% é o fato de estarem desempregados e, para 22% seria por não terem dinheiro.

Vamos falar sobre aquele percentual de pessoas que irão as compras, ou seja, aqueles que devem comprar.

A pesquisa mostra que a quantidade de presentes permaneceu varia entre dois a quatro presentes, com ticket médio, ou seja, o valor a ser investido em cada presente será em torno de R$ 109,00. É claro que esse valor oscila para cima ou para baixo dependendo da classe social do consumidor e de outros fatores como sexo, faixa etária e etc.

Vale destacar que no que se refere a forma de pagamento 85% das pessoas que farão compras neste Natal pretendem pagar à vista, desses 57% em dinheiro e 36% no cartão de crédito.

Sobre os mimos de Natal as roupas permanecem na dianteira no que se refere a preferência de compra com 57%. Na sequência aparecem os brinquedos em geral com um percentual de 38%, seguido por perfumes e cosméticos com 31%, depois calçados com 31%.

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E quando falamos em quem vai recebe-los, os mais lembrados serão as os filhos, cônjuges e as mães. Os filhos continuam em primeiro lugar no quesito de quem receberá os presentes mais caros.

A Pandemia ainda é realidade, e ela vem acompanhada de muitos desafios, desemprego, incerteza econômica e este ano ainda tem o fim do auxílio emergencial programado para os próximos meses e isso tudo, é claro, produz um clima de insegurança para o consumidor.

Apesar disso, o Natal 2020, conhecido como o Natal da Pandemia ainda é o principal momento de compras para os brasileiros e ele será responsável por uma movimentação que será muito importante para o comércio, que acredita nas vendas do Natal para a retomada econômica.

Boas venda$ no Natal 2020!

Luiz Vicente Dorileo da Silva é palestrante, consultor formado em administração.

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Opinião

Além do programa eleitoral

A partir de eleição do presidente Fernando Collor de Mello em 1989, o marketing político foi introduzido na política brasileira em tempos de eleições. Naquela eleição criou-se um modelo de propaganda desconhecida no Brasil, que deu aos candidatos a cara de um produto de consumo.

Collor contratou o marqueteiro Chico Santa Rita, fortemente influenciado pelo marketing recente na eleição nos EUA. Apresentou ao país um super-herói, vestido com camisetas esportivas, olhar duro firme no horizonte, e palavras duras.

Pois bem. Estamos diante do segundo turno nas eleições de prefeito de Cuiabá. O programa eleitoral gratuito, garantido por lei, parece uma prateleira de supermercado. Ideias vendidas em gôndolas com açúcar, sem açúcar, dietéticas, com gordura trans, com álcool e sem álcool. Na prateleira o produto é um.

Na vida real é outro para os próximos quatro anos. Rótulos antigos.

Digo isso, porque Cuiabá é uma cidade dupla. Numa, moram 603 mil cidadãos, dos quais 378 mil são eleitores. Tem endereço e pagam IPTU na cidade.

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A partir de eleição do presidente Fernando Collor de Mello em 1989, o marketing político foi introduzido na política brasileira
Mas tem a outra Cuiabá, a política. Ela é sede do poder político que governa Mato Grosso: governo do Estado, Legislativo, Judiciário, etc.

Na prática isso funciona na forma de prestação de serviços políticos e de apoio aos negócios de todo o Estado. Muitas grandes empresas estão sediadas na capital justamente por isso. O tem isso a ver com a eleição deste próximo domingo?

O futuro de Mato Grosso é cristalino como um grande receptor de investimentos nos próximos anos. Quatro anos perdidos representam uma eternidade.

O crescimento do interior refletirá na capital. Ela precisará ser cada vez mais uma cidade moderna e preparada para o mundo dos negócios do futuro próximo.

Aqui encerro. Os programas do horário eleitoral gratuito desta eleição não foram além das prateleiras de um mercadinho de bairro. Desconsiderou-se o futuro da cidade e do Estado. Programas pobres de ideias. Pobres de conteúdo. Pobres de propósitos. Pobre Cuiabá!

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Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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