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Informe Epidemiológico aponta risco de aumento da força de transmissão do coronavírus

 

A elevação do índice de reprodução do novo coronavírus para valores superiores a 1,0 nas Semanas Epidemiológicas 47 (de 15 a 21 de novembro de 2020), 51 (de 13 a 19 de dezembro de 2020) e 01 (3 a 9 de janeiro de 2021), indicam a possibilidade do aumento da força de transmissão do novo coronavírus, podendo interromper a desaceleração da disseminação do vírus que se observou após a primeira semana epidemiológica deste ano. É isso o que aponta o Informe Epidemiológico nº 03 de Cuiabá, elaborado pela Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica e por pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva, do Departamento de Geografia e do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O estudo relembra que os índices de reprodução do vírus foram de 1,33 na Semana Epidemiológica 47; de 1,04 na SE 51 e de 1,06 na SE 01. Todos esses períodos têm em comum a coincidência com épocas de comércio aquecido por conta da Black Friday, do Natal e também com as festas de Ano Novo, quando as pessoas saíram mais de casa para ir às compras e para participar de comemorações.

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Na última semana epidemiológica 03 (de 17 a 23 de janeiro), estimou-se o índice de reprodução do vírus em 0,52, valor muito inferior ao estimado na semana 02 (0,82). Para os pesquisadores, o índice acima de 1,00 é preocupante e pode voltar a ocorrer em Cuiabá. A secretária municipal de Saúde, Ozenira Félix, afirma que projeções dos técnicos da SMS já apontam para o risco de aumento de casos de covid-19 após o Carnaval, mesmo com o decreto municipal do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, proibindo a realização de eventos carnavalescos nos dias 15 e 16 de fevereiro e transformando em úteis os dias 15, 16 e 17.

“Não vai haver Carnaval. Só que há possibilidade de os grupos fazerem festa, se reunir e fazer Carnaval. Se isso acontecer, nós vamos para uma nova onda. As pessoas têm que entender que toda vez que tem aglomeração, toda vez que nós não tomamos cuidado, vai haver o aumento do número de casos! Hoje, a rede pública não está lotada, mas está quase lotada, que é o reflexo das aglomerações do Natal e do Ano Novo”, afirma.

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Diante desse risco iminente, a Vigilância Epidemiológica e os pesquisadores da UFMT, através do Informe Epidemiológico nº 03, recomendam que os munícipes evitem aglomerações para que novo aumento de casos não ocorra. “Neste sentido, é fundamental que sejam mantidos o uso de máscara em locais públicos, cuidados de higiene e isolamento social, evitando aglomerações, como eventos festivos, reuniões em bares e outros, para que novo aumento de casos não ocorra”, diz trecho do informe.

 

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Covid-19: Saúde prevê 30 milhões de doses ainda este mês

O Ministério da Saúde informou que inicia, nesta semana, a distribuição de 30 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 previstas para o mês de março.

Desse total, 23,3 milhões são da CoronaVac, produzidas pelo Instituto Butantan, e 3,8 milhões são da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, as primeiras produzidas no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A pasta também espera receber 2,9 milhões de doses de vacinas adquiridas por meio do consórcio Covax Facility.

“A partir do quantitativo exato de doses recebidas, o Ministério da Saúde organiza a divisão de forma proporcional e igualitária aos estados e Distrito Federal. Posteriormente, a doses são enviadas aos estados, responsáveis pela distribuição dos imunizantes a todos os municípios brasileiros, que aplicarão as vacinas em suas 38 mil salas de vacinação”, informou.

Próximos meses

De março a julho, o governo brasileiro espera receber 64,5 milhões de doses do Instituto Butantan e 108,4 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. Dessas, 11,8 milhões são doses importadas da Índia e 96,6 milhões são produzidas no Brasil pela Fiocruz com o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado.

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Para abril, a pasta espera disponibilizar aos estados 32 milhões de doses da vacina da AstraZeneca, contando doses importadas e doses produzidas no Brasil, além de 15,7 milhões de doses da CoronaVac.

Além disso, o governo brasileiro aguarda a chegada um total de 6,1 milhões de doses até maio via consórcio Covax Facility. Até dezembro, outros lotes deverão ser entregues, totalizando os 42,5 milhões contratados pela pasta.

Em negociação

O ministério também negocia a aquisição de outras vacinas, diretamente com os laboratórios responsáveis. Está em andamento a negociação para compra de 10 milhões de vacinas Sputnik V, da Rússia. Caso o acordo seja fechado, essas doses serão enviadas em lotes nos meses de abril, maio e junho.

O governo brasileiro negocia ainda a compra de 100 milhões de doses, com entrega até o segundo trimestre deste ano, da vacina do laboratório Pfizer, dos Estados Unidos; de 38 milhões de doses da vacina Janssen, da Bélgica, com entrega entre julho e dezembro; e de 13 milhões de doses da vacina norte-americana da Moderna, também entre julho e dezembro.

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Fonte: AMM

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