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Família de Brumadinho receberá da Vale R$ 3,5 milhões de indenização

 

 

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Eduarda Esteves/iG

Vale foi considerada culpada pela morte de funcionário e terá de pagar indenização para a família do funcionário, que morreu com o rompimento da barragem

A família de um trabalhador morto em  Brumadinho receberá indenização de R$ 3,5 milhões por danos morais e o pagamento mensal de uma pensão pela empresa Vale. A morte do funcionário da Vale aconteceu no rompimento da barragem de Brumadinho, Região Metropolitana de Belo Horizonte, em janeiro do ano passado.

A decisão pela indenização é da Justiça do Trabalho, que reconheceu a culpa da Vale pela tragédia. O rompimento da barragem da Brumadinho matou 270 pessoas, das quais 11 permanecem desaparecidas.

Por danos morais, a mulher da vítima e seus quatro filhos vão receber o pagamento de R$ 500 mil de forma individual, mais R$ 200 mil de Seguro Adicional por Acidente de Trabalho, que também deverá ser pago a cada um.

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Por danos materiais, será uma pensão mensal no valor equivalente a dois terços da renda do empregado, a ser atualizada pelos mesmos índices da atualização salarial, como se a vítima ainda estivesse trabalhando desde a data do óbito até a data que ele completaria 78 anos. O valor deverá ser dividido igualmente entre os filhos, até que completem 25 anos, e a mulher.

A Vale alega que tomou todas as medidas necessárias, como as autorizações e licenças pertinentes e recorreu da decisão, pedindo redução do valor da indenização. A Vale também quis que a pensão mensal para a família fosse calculada a partir do salário mínimo, com valor equivalente a um terço do salário que o empregado recebia.

No entanto, os desembargadores responsáveis pelo caso entenderam que os valores indenizatórios devem ser mantidos. De acordo com a decisão judicial, a morte foi considerada como acidente de trabalho e houve omissão da Vale em não adotar medidas de segurança.

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Taxa de rejeição do Pix está em 6,5%, diz Campos Neto

A taxa de rejeição de transferências e pagamentos por meio do Pix  ficou entre 6,5% e 6,7% ontem (17), depois de atingir 9% no primeiro dia de funcionamento pleno do novo sistema, na última segunda-feira (16). A informação é do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que participou, nesta quarta-feira (18), de evento virtual organizado pelo Itaú BBA.

Campos Neto destacou que essa taxa de rejeição ficou próxima das transferências feitas por DOC , que é de 5%. Ele explicou que a rejeição ocorre quando há inserção de dados incorretos como o número do CPF, e citou também que várias tentativas de achar uma chave fazem o sistema cair, como uma medida de segurança.

Segundo ele, é possível fazer transferências ou pagamentos sem ter uma chave, inserindo os dados da mesma forma que o cliente bancário faz quando envia um DOC. Mas o processo é mais rápido com a chave e há redução da possibilidade de erro. “Entendemos que é um processo que vai avançar bastante nos próximos dias. Isso tende a melhorar à medida que as pessoas cadastrem mais chaves, os negócios usem mais chaves”, disse.

O presidente do BC reforçou que o sistema de liquidação do Pix não apresenta instabilidades e tem capacidade para mais operações de transferências e pagamentos do que as que estão sendo feitas nos últimos dias.

Produção de dados

No evento, Campos Neto também disse que atualmente o “grande ativo do sistema financeiro é o controle de dados”, ao falar sobre a implementação do open banking (compartilhamento de dados e serviços bancários, com autorização dos clientes, entre instituições financeiras por meio da integração de plataformas e infraestruturas de tecnologia), no Brasil. O BC defende que a implementação do open banking  dará oportunidade para os clientes encontrem serviços mais vantajosos.

O presidente do BC afirmou que a geração e armazenamento de dados é um valor que não está sendo precificado e não há pagamento de impostos. “Dados têm valor no atingimento de metas das empresas. Quando você compra um guindaste para fazer uma obra ou compra um terreno para plantar, qualquer ativo que ajude uma empresa na produção e no resultado, você paga imposto. Quando produz dados, você não paga imposto”, afirmou.

Segundo Campos Neto, a ” corrida do ouro ” atualmente está no processo de “verticalização”, com a concentração de dados, pagamentos e vendas em uma única empresa.

“A mesma empresa é capaz de fazer a propaganda, vender, fazer o pagamento e avaliar o que o cliente achou do produto. Ainda temos o armazenamento em nuvem, que está 80% concentrado nas mãos de quatro empresas. Se o armazenamento também entra na cadeia, você tem um sistema fechado e impenetrável, acho que essa é a corrida”, disse. Ao mesmo tempo, Campos Neto disse que o avanço tecnológico pode gerar empresas especializadas em segmentos, como liquidação, conectividade e oferta de serviços.

Fonte: iG Economia

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