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Jayme Campos: “O Governo Bolsonaro está muito mal articulado. Não se gerencia um país pelo Twitter, por rede social. O Brasil precisa de propostas concretas”

O senador Jayme Campos é o entrevistado da semana do Notícia Max, onde expõe algumas críticas à articulação política do presidente Jair Bolsonaro, fala ainda sobre a possibilidade do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto ser candidato a prefeito de Várzea Grande, se diz suspeito para analisar a proposta que estende por dois anos os mandatos […]

O senador Jayme Campos é o entrevistado da semana do Notícia Max, onde expõe algumas críticas à articulação política do presidente Jair Bolsonaro, fala ainda sobre a possibilidade do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto ser candidato a prefeito de Várzea Grande, se diz suspeito para analisar a proposta que estende por dois anos os mandatos de prefeitos e vereadores para unificação das eleições, e o Pacto dos Poderes a nível nacional.

 

O senhor é favorável a proposta que prorroga os mandatos por mais dois anos dos atuais vereadores e prefeitos para unificar as eleições em 2022?

 

Jayme Campos – Para começar, eu diria que sou suspeito, pelo fato de que minha esposa é prefeita em Várzea Grande. Essa é uma matéria que ainda está na CCJ ainda, sob a relatoria do deputado Valtenir Pereira lá na Câmara Federal.

 

Pelas declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, me parece que não tem clima nem ambiente, até porque os prazos são exíguos e essa matéria teria que ser votada na Câmara e depois no Senado Federal até setembro, e acho que não teríamos prazo suficiente.

 

Agora, isso faz parte do jogo democrático, e acho que vai ter um debate amplo e é obvio e evidente que tem muitos prefeitos que teriam interesse na prorrogação, mas particularmente não é o interesse da prefeita Lucimar Campos. Ela foi eleita para quatro anos, e quero crer que ela vai cumprir com muita galhardia, com muita honra e sobretudo cumprindo o seu compromisso com a população várzea-grandense.

 

O diretório nacional do DEM reconduziu o prefeito de Salvador, ACM Neto, à presidência do partido, e ele declarou que o Democratas está fechado com as reformas do presidente Jair Bolsonaro. O senhor concorda com esse posicionamento?

 

Jayme Campos – Essa foi uma declaração do presidente ACM Neto, mas é obvio e evidente que o partido hoje faz parte da base aliada do presidente Bolsonaro, entretanto, não é uma questão de fechado cem por cento. Fechado a nível institucional sim, mas o partido dá liberdade aos seus parlamentares seja a nível de Senado ou seja a nível de Câmara, isso é um direito assegurado, é constitucional e regimental.

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Mas é obvio que todos os projetos que forem de interesse da sociedade brasileira, com certeza terá o apoio do DEM, não seremos contra aquilo que vem fazer o bem para o nosso país, agora aquilo que certamente possa prejudicar eventualmente o cidadão brasileiro, nós teremos toda a liberdade de escolher aquilo que é melhor.

 

Quando você vai votar, você vota com sua consciência, e eu particularmente voto com minha consciência. Eu já disse e repito, eu sou um senador independente, vou votar aquilo que é bom para o Brasil e sobretudo para o seu povo.

 

O prefeito Emanuel Pinheiro fez declarações de que houve uma conversa com os líderes do DEM em VG sobre a transferência do título eleitoral do deputado federal Emanuel Pinheiro Neto para o município. Houve essa conversa?

 

Jayme Campos – Houve sim. Ele disse que gostaria de transferir o título do deputado Emanuelzinho para Várzea Grande, até pelo fato de que ele foi muito bem votado e ele tinha essa pretensão.

 

É um direito líquido e certo, e se ele preenche os requisitos da lei, eu não vejo nenhuma dificuldade. Qual o problema? E como outras pessoas, não vejo nenhuma dificuldade. Até porque, alguns que já foram prefeitos em Várzea Grande, não moravam nem lá. Como foi o caso do próprio Sebastião Zaelli que morava em Cuiabá e foi prefeito de Várzea Grande. Mas é natural, que é o nosso desejo que tenhamos uma pessoa que more em Várzea Grande, que conhece os nossos problemas.

 

Quanto à questão da legislação eleitoral, isso é facultado, é dado o direito, e certamente o deputado Emanuel Pinheiro Neto é um bom moço, um menino que certamente vejo uma perspectiva um futuro brilhante na política mato-grossense, e não tenho nada que acrescentar. Isso é um assunto que vou discutir no momento certo e na hora certa.

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Como o senhor analisa a articulação política do presidente Jair Bolsonaro?

 

Jayme Campos – Pelo que percebi, o governo está muito mal articulado, na medida que às vezes o próprio governo, com algumas colocações que fazem com relação aos encaminhamentos do presidente da República, alguns ministros. Não se gerencia um país pelo Twitter, por rede social. O Brasil precisa de propostas concretas. Está precisando o presidente da República mostrar o que é realmente a proposta do governo. Até agora confesso que eu não sei quais são as propostas do governo. Esse negócio de armamento, acho que não vai resolver o nosso problema.

 

Nós precisamos é voltar a gerar emprego, que foi negativo nesse primeiro quadrimestre, de 0,2%, é muito pouco, onde havia uma projeção de 3,5% até 4% e deu negativo, vamos esperar que nesse segundo semestre volte o crescimento, e acabe urgentemente esse cabo de guerra que há hoje entre o Congresso Nacional.

 

E como o senhor analisa o Pacto anunciado entre os Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo nacional?

 

Jayme Campos – Aquilo é uma decisão pessoal, há uma reação por parte das entidades, sobretudo da Associação dos Magistrados do Brasil, que alguns reagiram com a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal em um ato político, e o presidente da associação achou que não era de bom alvitre participar, mas acho que esse momento do Brasil, temos que ter união, é obvio que são os três Poderes independentes, mas harmonicamente. Não é isso que vai diminuir o Poder Judiciário, é obvio que cada juiz vota conforme sua consciência, sobretudo na forma da lei.

 

De qualquer forma, acho que é um direito as críticas partidas das entidades ligadas à magistratura brasileira mas o ministro Dias Tóffoli tem a capacidade suficiente para fazer o melhor em relação seu posicionamento.

 

Crédito: Notícia Max

Foto:  Reprodução

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Fonte: ALMT
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