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STF deve começar a julgar revisão da aposentadoria amanhã; entenda o que muda

Entre amanhã (4) e 11 de junho, o Supremo Tribunal Federal ( STF ) prevê a votação da ” Revisão da Vida Toda “, medida que pretende reajustar a aposentadoria para trabalhador contribuinte do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anterior a 1994.

A proposta, se aprovada, contabilizará os valores pagos ao INSS antes da efetivação do Plano Real . Atualmente, os cálculos previdenciários consideram apenas as contribuições feitas após a troca da moeda brasileira.

Ou seja, o INSS precisará recalcular a média salarial considerando os salários “da vida toda”.

“O tempo de serviço da vida inteira da pessoa é computado na aposentadoria . Agora, quando o INSS calcula o valor do benefício, ele utiliza as contribuições de 1994 para cá. Os benefícios seriam concedidos com base na vida toda, mas teria os valores com base nas contribuições feitas a partir do Plano Real”, explicou ao iG o professor especialista em Previdência, Hilário Bocchi.

A Revisão da Vida Toda foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em maio do ano passado em todo território nacional. No último dia 9, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou parecer favorável a estender a medida para todos os trabalhadores do período, o que deverá facilitar a aprovação dos ministros do STF.

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“Muita gente teve os melhores salários antes de 1991. Então, essa medida visa dividir a revisão da vida toda em dois pontos. O aposentado poderá optar pelo valor a partir de 1994 ou calcular o tempo todo de contribuição. Dependerá do que for melhor para o beneficiário”, completou Bocchi.

Quem pode se beneficiar

  • Aposentadorias com data de início entre 29/11/1999 e 12/11/2019;
  • Ter recebido o primeiro pagamento do benefício nos últimos 10 anos; e
  • Ter começado a contribuir com o INSS antes de julho de 1994.

Um advogado ouvido pelo G1 dá como exemplo um aposentado que ganha R$ 2 mil por mês. Se ele ganhar a revisão da vida toda e o benefício dele subir para R$ 2.400, os R$ 400 de diferença que ele perdeu a cada mês serão multiplicados por 5 anos, ou seja, 60 meses, o que dará R$ 24 mil, mais juros e correção.

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Ou seja, para saber o quanto você vai receber, é preciso calcular o reajuste e multiplicar pelo tempo que ficou defasado. Se for positivo para você, peça a revisão, caso contrário, você corre o risco de ter a aposentadoria reduzida.

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INSS: revisão da aposentadoria é merecida, mas não deve acontecer, diz advogado

O julgamento sobre a “ revisão da vida toda ” deveria ter acabado na sexta-feira (11), mas o ministro Alexandre de Moraes pediu vista e adiou a decisão. O placar está empatado com cinco votos a favor e cinco contrários.

Para João Ítalo Pompeu, presidente da Comissão de Direito Previdenciário e Assistência Social da OAB-CE, a decisão deveria ser favorável ao reajuste. Ele salienta, no entanto, que o argumento econômico pesa contra os aposentados.

“Eles estão julgando na base econômica do direito. Tanto que se fosse para julgar puramente o direito do segurado, eles receberiam sim o direito à revisão da vida toda”, esclarece o advogado ao site Iguatu, do Ceará.

“(O ministro) Nunes Marques trouxe números concretos. Com o pedido de suspensão, o cálculo poderá ser refeito. Mas, caso seja confirmado este valor ou algo aproximado, é improvável que o ministro Alexandre de Moraes vote a favor dos aposentados”, completou.

Se for considerada constitucional, a revisão pode representar uma perda de R$ 46 bilhões para a União, de acordo com o INSS. O ministro relator Marco Aurélio, acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski votaram nesse sentido.

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Se posicionaram de forma contrária os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Luiz Fux, presidente da Corte.

A previsão é que o julgamento final ocorra na amanhã (17), na próxima reunião da Corte.

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