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Judiciário

Polícia Federal deflagra 62ª fase da Lava Jato e mira Grupo Petrópolis

A Polícia Federal (PF), em cooperação com o Ministério Público Federal, deflagrou nesta 4ª feira (31.jul) a 62ª fase da Lava Jato, operação batizada de “Rock City”. O principal alvo é o Grupo Petrópolis, que produz cervejas e outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas. A suspeita é de que o grupo teria pago propinas disfarçadas […]

A Polícia Federal (PF), em cooperação com o Ministério Público Federal, deflagrou nesta 4ª feira (31.jul) a 62ª fase da Lava Jato, operação batizada de “Rock City”. O principal alvo é o Grupo Petrópolis, que produz cervejas e outras bebidas alcoólicas e não alcoólicas.

A suspeita é de que o grupo teria pago propinas disfarçadas de doações eleitorais e auxiliado a Odebrecht a pagar valores ilícitos de forma oculta, por meio da troca de reais no Brasil e de dólares em contas no exterior, operação conhecida como “dólar-cabo”. As informações são da PF.

Cerca de 120 policiais federais cumpriram 1 mandado de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em 15 diferentes municípios: Boituva, Fernandópolis, Itu, Vinhedo, Piracicaba, Jacareí, Porto Feliz, Santa Fé do Sul, Santana do Parnaíba e São Paulo (todos no Estado de São Paulo); Cuiabá (MT); Cassilândia (MS); Petrópolis e Duque de Caxias (ambos do RJ); e Belo Horizonte (MG). Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

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O alvo da prisão preventiva é Walter Faria, o presidente do grupo. Ainda não há confirmação de que ele foi preso. O Poder360 entrou em contato com o Grupo Petrópolis, mas ainda não obteve resposta.

Setor de Propinas da Odebrecht

De acordo com a investigação, os fatos revelam “estrita relação” com o Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como “setor de propinas” da companhia.

A suspeita é de que empresas relacionadas à construtora realizavam transferências ilegais para offshores do Grupo Petrópolis, que disponibilizava dinheiro em espécie no Brasil para doações eleitorais e para o pagamento de propinas a funcionários públicos da Petrobras e da administração pública brasileira e estrangeira.

Ainda segundo a PF, 1 dos executivos da Odebrecht afirmou em delação premiada que utilizava o grupo para realizar doações de campanha para políticos no período de outubro de 2008 a junho de 2014. A ação teria resultado em dívida de R$ 120 milhões da Odebrecht com a Petrópolis. Para compensar, a construtora investia em negócios do grupo.

O grupo também é investigado por lavagem de dinheiro. Um dos executivos da Petrópolis teria apresentado, em 2017, declaração falsa de que esse dinheiro era oriundo de atividades lícitas –a regularização teria sido feita por meio do Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária. Os valores chegaram a mais de R$ 1,3 bilhão.

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Há indícios, porém, de que irrregularidades no processo. O dinheiro não poderia ser regularizado em razão da suspeita de que os valores seriam provenientes da prática de caixa 2 na empresa. As informações é de que havia “1 sofisticado esquema de sonegação tributária” que contava com a burla de medidores de produção de cerveja, que era vendida a pequenos comerciantes em espécie –sendo esses valores entregues a executivos da Odebrecht.

Foi determinada ordem judicial de bloqueio de ativos financeiros dos investigados. Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde serão interrogados.

 

Crédito: Poder 360

Foto: Divulgação

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Judiciário

Tribunal de Justiça de MT conquista ‘Selo Ouro’ do CNJ

Da Redação com Assessoria

 O Tribunal de Justiça de Mato Grosso conquistou a maior pontuação alcançada na história estadual e a maior pontuação entre os tribunais brasileiros que ganharam o Selo Ouro no Prêmio CNJ de Qualidade. Com 76,79% o tribunal mato-grossense se destaca ao longo dos anos com o aumento de pontos nos requisitos estabelecidos pela Corte Nacional.

A cada edição, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aumenta os requisitos e consequentemente a pontuação dos eixos temáticos. No ano passado o Prêmio tinha um total de 1.410 pontos e o Tribunal de Justiça de Mato Grosso obteve 919,67 pontos.
 
Este ano a pontuação do Prêmio é de 1705 e o TJMT somou 1.278,49 pontos (76,79%). Mesmo permanecendo com o Selo Ouro, essa marca deixa a Justiça estadual muito próximo do Selo Diamante.
Sete Tribunais de Justiça estaduais conquistaram o Selo Ouro: Mato Grosso (76,79%); Sergipe (76,50%); Acre (75,28%); Paraná (73,36%), Tocantins (69,05%); Amapá (66,99%) e Santa Catarina (66,90%).
Quatro eixos temáticos são avaliados no Prêmio CNJ de Qualidade: Governança, Produtividade, Transparência, Dados de Tecnologia.
O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (3 de dezembro), durante o 15º Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça.

 

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