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SUPREMO

Negada liminar para suspender inquérito sobre intimidação a ministros do STJ

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou medida liminar no Habeas Corpus (HC) 199041, em que a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) pedia a suspensão do inquérito aberto pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, para apurar fatos e infrações, em tese delituosos, relacionados às tentativas de violação da independência jurisdicional e de intimidação de ministros daquela corte.

Em uma análise preliminar, a relatora afirmou que não estão presentes os requisitos para a concessão da cautelar, pois não verificou patente constrangimento ilegal no ato do STJ cuja gravidade exponha os procuradores ao risco de sofrer lesão irreparável ou de difícil reparação, caso não deferida a tutela de urgência. Segundo a ministra Rosa Weber, não há situação de risco iminente à liberdade dos possíveis investigados.

Operação Spoofing

No HC, a ANPR alega que, ao deferir medida liminar na Reclamação (RCL) 43007, o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, autorizou o compartilhamento dos arquivos apreendidos na Operação Spoofing (mensagens trocadas entre procuradores da Operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro) com a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a associação, haveria, no material, supostos diálogos envolvendo mais de 200 procuradores da República. Outro argumento é o de que o inquérito aberto pelo STJ se baseou na divulgação do teor desses arquivos.

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A associação argumenta, entre outros pontos, a inexistência de justa causa para a instauração de inquérito com apoio, unicamente, em “prova ilícita” e “sem cadeia de custódia a assegurar a sua integridade”. Aponta, ainda, a atipicidade penal das condutas descritas na portaria de instauração do procedimento investigatório, a incompetência do STJ para apurar eventuais delitos praticados por procuradores da República que atuam em 1º grau de jurisdição e o caráter infralegal do Regimento Interno do STJ, inapto para ampliar a competência originária do Tribunal.

Salvo conduto

A ANPR solicitava, além da suspensão do inquérito, a concessão de salvo conduto aos membros da entidade, para que sejam dispensados de depor e resguardados de quaisquer medidas cautelares relacionadas à investigação. No mérito, pede o trancamento definitivo do inquérito e a retirada e a inutilização de todos os elementos indiciários que o instruam, impedindo-se, ainda, que o STJ instaure nova investigação com o mesmo objeto e baseada em provas ilícitas contra os procuradores.

Leia a íntegra da decisão.

RP/CR//CF

4/3/2021 – Lewandowski envia ao STJ cópias de diálogos de agentes da Lava Jato

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Fonte: STF

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Judiciário

Estratégia: gestão garante bons índices de produtividade na Comarca de Paranatinga

A estratégia de gestão nas unidades judiciárias da Comarca de Paranatinga (a 373 km ao sul de Cuiabá), com estabelecimento de metas, foi importante para os índices de produtividade registrados durante um ano do período de teletrabalho (20 de março de 2020 a 20 de março de 2021). Foram 6.582 decisões proferidas, 2.523 sentenças, 2.277 processos distribuídos e 2.229 processos arquivados definitivamente em toda a Comarca.

Mesmo num momento onde a pandemia da Covid-19 impôs uma nova forma de trabalho (remoto) e de oferta de serviços, magistrada, magistrado, servidoras e servidores se adequaram à então nova realidade. O foco sempre foi manter a prestação dos serviços, mas ao mesmo tempo preservando a saúde do público interno e externo.

 
Unidades judiciárias – A Primeira Vara computou 1.916 decisões; 725 sentenças; 808 processos distribuídos e 760 processos baixados.
 
Já na Segunda Vara foram proferidas 3.676 decisões; 973 sentenças; 776 processos distribuídos e 1.026 processos arquivados de forma definitiva.
 
No Juizado Especial contabilizou-se 971 decisões; 702 sentenças; 650 processos distribuídos e 394 processos baixados.
 
O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) proferiu 81 sentenças.
 
Para o alcance da produtividade, a juíza Luciana Braga Simão Tomazetti, diretora do Fórum de Paranatinga explica que foram criadas rotinas de trabalho, para uma boa gestão administrativa das unidades para o alcance do objetivo final, que é a entrega dos serviços á população. Metas e medidas que foram traçadas e implementadas pelo juiz Fabrício Sávio da Veiga Carlota, que substituiu a magistrada, como diretor do Foro, durante período de afastamento.
 
“Havíamos acabado de passar por um período de correição extraordinária e já com metas para cumprimento de atos de cada servidor, o que colaborou para manter os processos em andamento. Estabelecemos meta de produtividade, gestão de acompanhamento por parte dos gestores, relatório de produtividade ao final de cada semana”, elencou a juíza.
 
A novidade trazida pelo teletrabalho passou pela adaptação e adequação das tecnologias ao entendimento do público interno, uma verdadeira fase de evolução. “Evoluímos muito nesse período, apesar das dificuldades. Houve evolução tecnológica muita grande e também da prestação dos serviços”, conclui.
 
Estratégias – Em todo o Poder Judiciário de Mato Grosso, a estratégia adotada durante a pandemia foi possibilitar o acesso aos serviços oferecidos, tanto às operadoras e operadores do Direito quanto à população em geral. Em Paranatinga não foi diferente.
Foi estabelecido plano de trabalho para que até julho deste ano todos os processos físicos da Comarca estejam migrados para o PJe. Atualmente quase 100% do estoque está digitalizado.
A garantia do acesso aos processos físicos para o seguimento das ações que tramitam na Justiça, mesmo com os fóruns fechados, se deu graças às iniciativas como o agendamento da retirada em carga dos autos físicos por parte das operadoras e operadores do Direito.
Canais de acesso – Também foi estabelecido o contato direto com as unidades judiciárias, seja por e-mail, telefone, bem como por videoconferência para atender advogadas e advogados, o que mantém a efetividade dos serviços, garantindo celeridade nas demandas.
Acesse AQUI os contatos da Comarca de Paranatinga.
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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