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SAÚDE

Ministério da Saúde apresenta campanha de vacinação contra Covid-19 para 2022

AMM – Assessoria

Marcado pela maior campanha de vacinação da história do Brasil, o ano de 2021 se aproxima do fim, mas 2022 promete ser ainda melhor. Prova disso é que o Ministério da Saúde apresentou, de forma antecipada, o planejamento da campanha de vacinação contra a Covid-19 do próximo ano. Com tratativas avançadas para aquisição de novas doses de vacina, o Governo Federal vai disponibilizar à população brasileira mais de 354 milhões de imunizantes em 2022.

Com um investimento estimado em R$ 11 bilhões, as doses virão para reforçar ainda mais imunidade dos brasileiros contra a doença. A Pasta prevê aplicar mais duas doses na população acima de 60 anos, com intervalo de seis meses; mais uma dose de reforço na população até 59 anos; e a possibilidade de ampliar o público-alvo da campanha. A lógica da vacinação em 2022 deixará de seguir o critério de grupos prioritários para considerar a imunização por faixa etária decrescente.

Para isso, serão adquiridas 120 milhões da AstraZeneca e 100 milhões da Pfizer. Outras 134 milhões de doses serão de saldo de contratos de 2021. A escolha pelas vacinas leva em conta o fato de os dois agentes imunizantes terem registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, considerou-se o custo-efetividade dos imunizantes de tecnologia “Recombinante” e “RNA mensageiro”, e também por já estarem integradas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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“Todas as estratégias adotadas pelo Governo Federal conferem a esta Campanha de Vacinação contra a Covid-19 o status de a maior campanha que o Brasil já registrou em toda a sua história. E entraremos em 2022 ainda mais fortes. O ano de 2021 nos deu preparo, confiança, segurança, e nos conferiu capacidade para produzir vacina em solo nacional. Asseguramos que todos os brasileiros terão, ano que vem, uma campanha muito mais eficiente”, contou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

Vale ressaltar também que, com o fim da pandemia da Covid-19 esperado para 2022, imunizantes que possuem apenas autorização para uso emergencial não poderão ser usados fora do ambiente pandêmico. Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, essa norma é regulamentada pela Resolução RDC nº 475, de 10 de março de 2021, que estabelece os procedimentos e requisitos para submissão de pedido de autorização temporária de uso emergencial (AUE).

“A figura da autorização para uso emergencial, seja medicamentos ou vacinas, só faz sentido em um ambiente pandêmico. Portanto, quando se decreta o fim da pandemia, ou da Emergência em Saúde Pública de importância Nacional, a chamada ESPIN, deixa de existir essa figura. Como a gente está falando em 2022, tudo isso deve ser considerado no nosso processo de planejamento”, contou Rodrigo.

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Outro fator considera ainda um relatório divulgado pela Comissão Nacional De Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que indicou que a aquisição da AstraZeneca e Pfizer geraria, em 5 anos, uma economia aos cofres públicos em torno de R$ 150 bilhões.

“Quero destacar que o mundo ainda não sabe qual é a forma mais adequada para a vacinação em 2022. Importa dizer que teremos vacinas disponíveis para reforçar a imunidade dos brasileiros. Vacinas, inclusive, sendo desenvolvidas em solo nacional. O estudo na Conitec mostra que as vacinas AstraZeneca e Pfizer são muito custo-efetivas e criam um impacto decremental no orçamento público. Então, vacinar a população contra a Covid-19, além de salvar vidas, é muito custo-efetivo para o nosso sistema de saúde”, contou o ministro Queiroga.

Com a articulação do Ministério da Saúde, o Governo Federal adquiriu para o ano de 2021 mais de 550 milhões de vacinas Covid-19. Dessas, 301 milhões de doses já foram distribuídas aos estados e Distrito Federal, e 246,8 milhões foram aplicadas. Os números da Campanha de Vacinação mostram que 93,2% do público-alvo foram vacinados com a primeira dose e 61% estão com a vacinação completa. Vale destacar também que 2,1 milhões de doses adicionais e de reforço foram aplicadas.

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GERAL

Rondonópolis está há 6 dias sem mortes por covid-19

Estadão Mato Grosso – Da redação

Desde a última sexta-feira, 15 de outubro, Rondonópolis (214,6 km de Cuiabá) não registra nenhum óbito por covid-19, um dos maiores períodos sem mortes em decorrência do vírus desde março do ano passado. O feito é ainda mais positivo quando se observa o esvaziamento de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) como consequência da queda no número de infectados no município.

Rondonópolis já teve 38.231 casos confirmados do novo coronavírus, destes, 37.103 se recuperaram e 942 perderam a vida. No momento, há 144 casos ativos no município. Nesta quarta-feira (20), a ocupação dos leitos é de 20%, bem diferente do cenário encontrado durante a segunda onda da pandemia, entre janeiro e março deste ano, quando o sistema de saúde colapsou em todo o país.

Para o médico infectologista Luciano Corrêa, isso é reflexo da vacinação em massa que vem ocorrendo progressivamente. “Nós só passamos a ter mais tranquilidade com o vírus quando a vacinação avançou. Isso significa que a vacina tem eficácia. A única maneira que existe de controlar a doença é a imunização em massa da população. O objetivo dessa e de qualquer vacina é garantir o poder imunogênico para a grande maioria da população”, explica o médico.

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Ao todo, 287.300 doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas, sendo 182.146 da primeira dose e 105.154 da segunda dose. Durante esta semana, o cronograma de vacinação tem como foco a aplicação da segunda dose da Pfizer para vacinados em até 21 de agosto, 1ª dose para adolescentes acima de 12 anos e a dose de reforço para pessoas idosas (acima de 60 anos) que tenham tomado a segunda dose há seis meses.

Algumas das medidas implantadas foram o patrulhamento para evitar que as pessoas se aglomerassem, a exigência no uso de máscaras em locais públicos e o incentivo desde o início a campanha de vacinação para ampliar cada vez mais o número de pessoas imunizadas.

Passaporte da vacina

A partir desta quarta-feira (20) a fiscalização do cumprimento da obrigatoriedade de apresentação do passaporte da vacina em locais com circulação de mais de 50 pessoas será intensificada. A ação estará focada em estabelecimentos como supermercados, atacadistas, shopping, comércio e empresas.

Além disso, também será promovida fiscalização em eventos quanto ao cumprimento dos protocolos de biossegurança, dos horários estabelecidos em decreto e número de pessoas. O decreto municipal permite que os estabelecimentos funcionem até à meia-noite.

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Para ingressar nesses estabelecimentos, é obrigatório a apresentação de comprovante de vacinação completa (1ª e 2ª dose) contra a covid-19 ou exame RT-PCR, não detectável, com intervalo de até 48h e documento pessoal com foto.

O decreto municipal atualmente em vigência estabelece ainda que os eventos sociais, corporativos, empresariais, técnicos e científicos, igrejas, templos e congêneres, cinemas, museus e a prática de esportes coletivos são permitidos, respeitado o limite de 50% da capacidade máxima do local, não podendo ultrapassar o total de mil pessoas presentes.

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