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SEGURANÇA

Futuro da energia: economizar é fundamental

Um levantamento realizado pelo centro de pesquisas norte-americano World Resources Institute revelou que cerca de 2,6 bilhões de pessoas no mundo vivem em regiões que possuem pouca ou nenhuma reserva de água.

Aqui no Brasil o problema da seca se agravou este ano devido a falta de chuvas. Desde o início do segundo semestre de 2021, a Agência Nacional de Águas (ANA) declarou situação crítica de escassez hídrica em cinco regiões do país.

O problema da falta de água afeta diretamente os reservatórios das usinas hidrelétricas brasileiras e a necessidade de colocar em operação as termoelétricas, que possuem um custo de operação mais elevado. Com isso, a conta de luz aumenta.

Para tentar combater este problema, o governo federal lançou um plano para incentivar a redução do consumo. Até dezembro quem reduzir o consumo em pelo menos 10%, em comparação com o mesmo período do ano passado, vai receber um bônus de R$0,50 para cada quilowatt-hora entre setembro e dezembro de 2021 em relação ao mesmo período de 2020.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) também vem atuando para incentivar a redução do consumo. Desde o ano passado foi lançada a campanha “Energia elétrica, Se desperdiçar vai faltar”. O Diretor-Geral da Aneel, André Pepitone, diz que o objetivo é alertar os consumidores.

“Contamos com o apoio de todos os brasileiros para que tomem cuidado no uso de energia, porque é um bem que está escasso e que está caro. Juntando ações para aumentar a oferta e para reduzir a demanda, nós vamos continuar tendo controle do sistema e ofertando energia com segurança para a população”.

Tijuca

Economizar energia há muito tempo já faz parte da rotina deste prédio que fica no bairro da Tijuca, zona norte do Rio. Em busca do consumo consciente o síndico Paulo Spitz colocou lâmpadas de led que consomem menos e instalou sensores de presença para luz ser acesa apenas quando alguém estiver no local. Além disso temporizadores controlam o horário para iluminar a fachada e o jardim. Depois das 22h as luzes apagam automaticamente. Spitz diz que o resultado foi uma economia de 50% na conta de luz.

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Spitz conta que os moradores perceberam a diferença no bolso e entenderam que é fundamental evitar o desperdício. “É importantíssimo, porque acaba ferindo o bolso dos condôminos, né, dos moradores, e quem não quer pagar mais barato? E acaba influenciando na taxa condominial”.

Itaipu

A economia também é uma palavra-chave na maior hidrelétrica do Brasil que desenvolveu um programa para produzir mais energia utilizando menos água. Inaugurada em 1984, a Usina de Itaipu, no Paraná, é líder mundial em produção de energia limpa e renovável. Com 20 unidades geradoras, ela fornece cerca de 14% da energia consumida no Brasil.

O reservatório que armazena a água utilizada para movimentar as turbinas da usina ocupa uma área de 1.350 quilômetros quadrados e tem capacidade para guardar até 29 trilhões de litros de água. Atualmente de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ele está com 51,21% da sua capacidade.

Apesar do cenário adverso provocado pela falta de chuva, Itaipu conseguiu gerar este ano 50 milhões de Megawatt hora de energia, Uma produção que seria suficiente para iluminar todo o planeta durante 19 horas e o Brasil por um mês e sete dias. Isto foi possível devido ao trabalho de aumento de produtividade.

Uma análise detalhada mostra o momento exato em que uma maior quantidade de água vai chegar nas turbinas da usina. Este estudo permite que os operadores liguem as turbinas apenas no momento em que elas vão produzir mais. O resultado  do trabalho científico foi a conquista do melhor índice de produtividade da história. “Neste cenário desafiador, o foco é produzir energia com a máxima eficiência, aproveitando cada metro cúbico de água que chega à usina. E os resultados mostram que Itaipu vem atingindo sucesso absoluto neste objetivo”, afirma o diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira.

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Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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GERAL

Rondonópolis está há 6 dias sem mortes por covid-19

Estadão Mato Grosso – Da redação

Desde a última sexta-feira, 15 de outubro, Rondonópolis (214,6 km de Cuiabá) não registra nenhum óbito por covid-19, um dos maiores períodos sem mortes em decorrência do vírus desde março do ano passado. O feito é ainda mais positivo quando se observa o esvaziamento de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) como consequência da queda no número de infectados no município.

Rondonópolis já teve 38.231 casos confirmados do novo coronavírus, destes, 37.103 se recuperaram e 942 perderam a vida. No momento, há 144 casos ativos no município. Nesta quarta-feira (20), a ocupação dos leitos é de 20%, bem diferente do cenário encontrado durante a segunda onda da pandemia, entre janeiro e março deste ano, quando o sistema de saúde colapsou em todo o país.

Para o médico infectologista Luciano Corrêa, isso é reflexo da vacinação em massa que vem ocorrendo progressivamente. “Nós só passamos a ter mais tranquilidade com o vírus quando a vacinação avançou. Isso significa que a vacina tem eficácia. A única maneira que existe de controlar a doença é a imunização em massa da população. O objetivo dessa e de qualquer vacina é garantir o poder imunogênico para a grande maioria da população”, explica o médico.

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Ao todo, 287.300 doses de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas, sendo 182.146 da primeira dose e 105.154 da segunda dose. Durante esta semana, o cronograma de vacinação tem como foco a aplicação da segunda dose da Pfizer para vacinados em até 21 de agosto, 1ª dose para adolescentes acima de 12 anos e a dose de reforço para pessoas idosas (acima de 60 anos) que tenham tomado a segunda dose há seis meses.

Algumas das medidas implantadas foram o patrulhamento para evitar que as pessoas se aglomerassem, a exigência no uso de máscaras em locais públicos e o incentivo desde o início a campanha de vacinação para ampliar cada vez mais o número de pessoas imunizadas.

Passaporte da vacina

A partir desta quarta-feira (20) a fiscalização do cumprimento da obrigatoriedade de apresentação do passaporte da vacina em locais com circulação de mais de 50 pessoas será intensificada. A ação estará focada em estabelecimentos como supermercados, atacadistas, shopping, comércio e empresas.

Além disso, também será promovida fiscalização em eventos quanto ao cumprimento dos protocolos de biossegurança, dos horários estabelecidos em decreto e número de pessoas. O decreto municipal permite que os estabelecimentos funcionem até à meia-noite.

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Para ingressar nesses estabelecimentos, é obrigatório a apresentação de comprovante de vacinação completa (1ª e 2ª dose) contra a covid-19 ou exame RT-PCR, não detectável, com intervalo de até 48h e documento pessoal com foto.

O decreto municipal atualmente em vigência estabelece ainda que os eventos sociais, corporativos, empresariais, técnicos e científicos, igrejas, templos e congêneres, cinemas, museus e a prática de esportes coletivos são permitidos, respeitado o limite de 50% da capacidade máxima do local, não podendo ultrapassar o total de mil pessoas presentes.

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