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SETOR DE ENERGIA

‘A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022’, diz ex-diretor da ANP

O economista carioca Adriano Pires , de 64 anos, trabalha há mais de quatro décadas com o setor de energia . Em 2001, quando o governo Fernando Henrique Cardoso foi obrigado a adotar medidas de racionamento, Pires era o diretor da Agência Nacional de Petróleo , a ANP. Desde então, ele acompanha com atenção as oscilações na oferta e na demanda de eletricidade no país. Pelos seus cálculos, o Brasil poderá ter cortes de energia , os temidos apagões, em breve, o que pode afetar a eleição presidencial de 2022. Pires conversou com Crusoé pelo telefone.

Apesar de o Brasil não ter controlado totalmente a pandemia, há uma expectativa de recuperação econômica para este ano. Haverá energia para isso? Essa é uma grande interrogação. Nos países do Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos, a economia deve ganhar um forte impulso com o avanço da imunização. No Brasil, teremos a maior parte da população vacinada entre setembro ou outubro. Então, há uma expectativa de retomada. Os bancos estimam um crescimento de cerca de 5% este ano. Mas acho que eles não estão considerando de maneira correta uma possível crise de energia. Até porque ela já está presente de alguma forma. Tanto é que as tarifas de luz têm subido uma barbaridade. A grande vilã da inflação este ano deve ser a conta de energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está dizendo que o nível de água dos reservatórios está em 30%. Em agosto, pode ficar abaixo de 20%. Em novembro, pode chegar a 10%. Se isso acontecer, será algo inédito no setor elétrico brasileiro. Nunca o ONS operou com o nível menor que 15%. É uma situação delicada. Lembre-se que o racionamento de 2001 e 2002 fez com que o PIB nacional caísse dois pontos percentuais.

O Brasil terá racionamento de novo, como aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso? Não dá para cravar isso. O sistema antes era diferente. Naquela época, não havia usinas térmicas ou eólicas, a vento. Também não havia um sistema de transmissão tão robusto como o que existe hoje. De qualquer maneira, mesmo que não tenhamos um racionamento naqueles moldes, existe um risco de apagão. Isso acontece quando é preciso cortar a carga, porque não é possível atender aos picos de demanda de eletricidade. Os apagões, sim, têm chances reais de acontecer. Daqui em diante, nós teremos três meses decisivos, com grandes emoções: agosto, setembro e outubro. Nesse período, o reservatório vai continuar secando. Mesmo se chover bastante, como o nível do reservatório vai estar baixo, o problema deve continuar.

O Brasil tem eleições presidenciais marcadas para o ano que vem… Acredito que a crise energética poderá ter um impacto eleitoral em 2022. A última vez que faltou energia elétrica no Brasil foi no Amapá, no ano passado. Josiel Alcolumbre, irmão do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM, perdeu a eleição para a prefeitura de Macapá. As pesquisas diziam que ele ganharia no primeiro turno, mas depois do apagão suas chances diminuíram. Na crise de 2001 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o racionamento foi um dos fatores que ajudou Lula, que era opositor, a vencer a eleição.

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Bolsonaro tem sido muito diferente de Dilma Rousseff ao lidar com a questão energética? A grande diferença entre Dilma e Bolsonaro é que ela fez populismo tarifário. Com a medida provisória 579, ela baixou o preço da energia elétrica na marra, em 20%. Para cumprir a promessa, em 2013, Dilma passou a esvaziar demais os reservatórios de água, que ela dizia ser a energia mais barata. Nós estamos pagando a conta disso até hoje, porque o regime de chuvas tem sido muito ruim desde então. Bolsonaro, por enquanto, não está sendo populista. Ele tem tentado equilibrar a oferta e a demanda, com tarifas muito altas. Até quando vai ser assim, eu não sei. É importante ter em mente que, em 2014, Dilma quase quebrou a Eletrobras e a Petrobras para ter luz e gasolina baratas. Foi com isso que ela se reelegeu.

A culpa da crise de energia é do aquecimento global? O problema é a falta de planejamento estatal. Estamos há vinte anos vivendo de sobressaltos e pesadelos no setor de energia elétrica, porque nossa matriz energética continua muito refém do clima. E, com o aquecimento global, a meteorologia ficou mais imprevisível. A protagonista de todas as crises que tivemos no setor energético é a água, ou melhor, a falta dela. No passado, quem dava confiabilidade à operação de energia eram as usinas com grandes reservatórios. Bastava ampliar a geração nas hidrelétricas que o problema estava resolvido. No governo de Lula, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, proibiu a construção de usinas assim. Ela só permitiu aquelas que são de fio d’água, que não exigem uma grande represa. Mas essas usinas, como a de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte, só geram energia quando chove, o que pode ser seis meses por ano. As usinas eólicas só funcionam quando venta. As solares, quando faz sol. Só não tivemos um apagão e racionamento no governo de Dilma Rousseff porque, nos últimos dez anos, o Brasil tem crescido pouco ao ano. E o consumo de energia está atrelado às variações do PIB.

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Projetos sociais articulados por Virgínia Mendes são destaque no 1º Encontro Regional com Líderes Comunitários

O evento aconteceu nesta quinta-feira (23) em Rondonópolis, com a finalidade de aproximar o executivo estadual e lideranças comunitárias.

RDM com Assessoria – GOV MT

Nesta quinta-feira (23), aconteceu o ‘1º Encontro Regional com Líderes Comunitários’ em Rondonópolis que contou com a presença do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes e da primeira-dama do Estado, Virginia Mendes.

O evento organizado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), faz parte do programa SER Família Comunitário, por meio da Secretaria Adjunta de Assuntos Comunitários, representada pelo secretário-adjunto Édio Martins faz parte do projeto Ser Família Comunitário. A organização também contou com o apoio da equipe da União Rondonopolitana de Associação de Moradores de Bairros (URAMB), sob a direção da presidente Nilza Siqueira. O objetivo da ação é aproximar Governo do Estado e lideranças de bairro, a exemplo dos presidentes de bairros, associações e clubes de mães, e dessa maneira ter acessos as principais demandas.

As autoridades ressaltaram a importância das ações realizadas pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. O ex-governador e agora deputado federal, Carlos Bezerra se ressaltou que os trabalhos da primeira-dama do Estado, ganharam proporção e destaque no âmbito social. “Virginia nunca perdeu a sua humildade e está realizando um grande trabalho com destaque na área social e, esse é o verdadeiro trabalho de uma primeira-dama! Parabéns, Virginia Mendes pelas suas ações em nosso Estado”, parabenizou o deputado federal.

Foto: Janaína Pessoa

O secretário adjunto de Assuntos Comunitários da Setasc, Edio Martins também aproveitou o para agradecer Virginia Mendes. “A nossa primeira-dama é muito próxima dos líderes comunitários, das ONGs e do terceiro setor, porque ela tem um trabalho bonito e grande! Ela também tem um olhar de carinho e de mãe com as igrejas católicas, evangélicas e outras. E quando a gente tem uma primeira-dama voltada para o social, preocupada com os menos favorecidos quem ganha somos todos nós”, destacou o Édio Martins.

Édio ainda apontou as qualidades da primeira-dama. “Dona Virginia não tem medo de gente, ela gosta de ouvir a todos, gosta de abraçar as pessoas e com um abraço muito verdadeiro. Falo isso, porque as pessoas não são carentes apenas por coisas materiais, elas carentes de atenção e carinho. Em nome de todos os líderes comunitários de Rondonópolis e de Mato Grosso, toda nossa gratidão a nossa primeira-dama”, agradeceu Martins.

Para a presidente da União Rondonopolitana de Associação de Moradores de Bairros (URAMB), Nilza Siqueira, o Estado nunca teve o olhar de uma primeira-dama tão voltado para o social. “É sempre uma honra e uma alegria receber a nossa primeira-dama Virginia! Graças a essa parceria que temos com o Governo do Estado estamos conseguindo atender 2.500 famílias mensalmente. A dona Virginia Mendes está fazendo a diferença na vida de milhares de mato-grossenses. Nós nunca tivemos uma primeira-dama com um olhar tão solidário e tão carinhoso voltado aos menos favorecidos, ela é atuante”, ratificou a presidente da URAMB.

Após o evento o governador Mauro Mendes se reuniu com o prefeito José Carlos do Pátio e anunciou um investimento de R$ 40 milhões, para que a Prefeitura de Rondonópolis dê continuidade aos trabalhos de recuperação e asfaltamento dos distritos industriais.

Do encontro também participaram, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, a secretária de Estado de Comunicação, Laice Souza, os deputados estaduais Nininho, Thiago Silva e Sebastião Rezende.

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