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ENTREVISTA | Mauro Mendes

“Em 1 ano e 9 meses consertamos um Estado que estava quebrado”, diz governador

Mauro Mendes agora define Mato Grosso como um estado que atrai investimentos e gera emprego e desenvolvimento

Após um ano e nove meses de gestão, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), anuncia que colocou a casa em ordem. Na entrevista ele diz que conseguiu consertar o Estado, que agora possui as finanças equilibradas, pagamento dos servidores em dia e centenas de obras em andamento em todas as regiões. Quando assumiu, em janeiro de 2019, Mauro Mendes lembra que os salários estavam atrasados, viaturas sendo recolhidas por falta de pagamento de locação e combustível, UTIs sendo fechadas e centenas de obras paradas. Além de dívidas de restos a pagar na ordem de R$ 4 bilhões. Ele observa que foi importante promover a reforma administrativa, enxugando a máquina, cortando gastos e renegociando dívidas. Para Mauro Mendes, Mato Grosso voltou a atrair investimentos e a gerar empregos e renda.

O governo anunciou que as contas estão equilibradas e as obras em andamento, apesar da pandemia da Covid-19 ter atrapalhado nos últimos meses. Quais os principais pontos a se comemorar nesse 1 ano e 9 meses à frente do Estado?

Já podemos dizer que vivemos em outro Mato Grosso. Pegamos um Estado quebrado, afundado em dívidas com fornecedores, servidores, repasses atrasados para prefeituras, serviços precários, UTIs fechando, viaturas sendo recolhidas por falta de pagamento. Hoje o Estado está consertado, com as finanças em dia, paga em dia os servidores, fornecedores, Poderes e prefeituras. Cortamos despesas, renegociamos dívidas, reduzimos cargos e secretarias. Na Saúde, reabrimos a Santa Casa, ampliamos o Metropolitano e o Regional de Cáceres. Estamos com obras de ampliação nos hospitais de Sorriso, Sinop e em Rondonópolis. Na Infraestrutura, há mais de 100 obras em andamento, que contemplam todas as regiões de Mato Grosso. Mais de 1.200 quilômetros de asfalto novo, mais de 1.000 quilômetros de recuperação e mais de 70 pontes em andamento. Também estamos iniciando um programa para construção de até cinco mil pontes em todos os municípios. Temos mais de R$ 150 milhões investidos em reformas, ampliações e construções de novas escolas. Outros R$ 54 milhões estão sendo aplicados para estruturar a Segurança Pública. Isso está ocorrendo em todas as áreas. Mato Grosso é um estado que agora atrai investimentos e gera emprego e desenvolvimento, pois reinstituímos e demos isonomia aos incentivos fiscais, mostramos que somos bons pagadores e estamos simplificando os nossos processos.

Apesar do bom andamento a partir de 2019, a gestão herdou o descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal em 2018. Isso deve gerar uma multa de mais de meio milhão de reais por parte da União. Qual o impacto dessa situação nos investimentos a curto e médio prazo?

A informação que temos é que não haverá multa. Atualmente, o Poder Executivo gasta 50,71% com a folha de pagamento. Em dezembro de 2018, a porcentagem era de 57,89% da receita corrente líquida com esses gastos. Houve uma economia de mais de R$ 1,4 bilhão somente na folha de pagamento dos quatro primeiros meses de 2020. O controle do custeio da máquina pública e a redução do crescimento dos gastos com folha de pagamento são duas das medidas adotadas em 2019 que possibilitaram essa redução significativa. Com esses ajustes, Mato Grosso tem se aproximado cada vez mais do limite fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é de 49%.

Hoje o Estado está consertado, com as finanças em dia, paga em dia os servidores, fornecedores, Poderes e prefeituras

O governo anunciou recursos superiores a 1 bilhão de reais para Infraestrutura, Saúde e Educação. Usou a expressão: Muito mais por vir. O que ainda terá pela frente nesses dois anos e três meses de governo que há pela frente?

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Nesse primeiro ano focamos em consertar o Estado, retomar o equilíbrio fiscal e financeiro, colocar as contas em dia e fazer com que Mato Grosso voltasse a ter credibilidade. Agora em 2020, tivemos que voltar nossos esforços para a pandemia, com abertura de UTIs, medidas para frear a contaminação e para reduzir o impacto na qualidade de vida das pessoas. Mesmo assim, conseguimos avançar muito em todas as áreas. Daqui em diante, com o retorno das atividades, vamos lançar o maior programa de investimentos de um estado brasileiro, proporcionalmente. Ainda estamos estruturando esse programa e daremos mais detalhes em breve.

Mato Grosso viveu um momento inédito com a pandemia da Covid-19. Como foi superar esse momento diante da necessidade de investimentos imediatos e das divergências com municípios em torno das decisões do Estado?

O que aconteceu foi um fenômeno novo, então todos aprendemos no caminho. Da parte do Governo do Estado, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance. Trabalhamos diuturnamente para que pudéssemos contar com uma estrutura que atendesse quem precisasse e com qualidade. Abrimos 159 UTIs próprias, outras centenas em parceria com as prefeituras, garantindo o custeio. Compramos respiradores e testes rápidos com preços muito melhores do que os praticados em outros estados. E também atuamos na atenção básica, mesmo sendo responsabilidade dos municípios, com a abertura do Centro de Triagem e do envio de 300 mil testes aos municípios, além da distribuição de medicamentos para o tratamento precoce. Prorrogamos impostos, distribuímos milhares de cestas básicas e fizemos tudo o que podíamos para que a pandemia afetasse o mínimo possível a qualidade de vida da população.

Além de obras e novos leitos de UTIs, o Estado deu atenção também aos Fundos Municipais de Saúde?

Desde o início da gestão, temos cumprido rigorosamente em dia com os repasses aos municípios, além de que estamos quitando gradativamente os valores atrasados. Aquela situação de município ficar até 11 meses sem receber ficou no passado.

Aplicamos mais de R$ 190 milhões em multas por uso irregular do fogo. Essas multas, se não pagas, serão inseridas na dívida ativa

O senhor tem feito gestões junto ao Governo Federal e à bancada no Congresso para garantir obras de infraestrutura e logística integrada. O que Mato Grosso deve receber nesse setor nos próximos anos?

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Tenho feito muitas reuniões, presenciais e por videoconferência, com a nossa bancada e também com os ministros. Temos brigado muito para que as ferrovias, como a Fico, Ferronorte e Ferrogrão saiam do papel e levem a logística de Mato Grosso a outro patamar. Assim como para destravar a BR-163, a BR-158, entre outras rodovias que há muito tempo estão emperradas. O ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, tem dado boas sinalizações para a resolução desses problemas a médio prazo.

O senhor prometeu agir com rigor contra os causadores de incêndios florestais. Que medidas serão essas?

Já estamos agindo. Somente neste ano, já aplicamos mais de R$ 190 milhões em multas por uso irregular do fogo. E essas multas, decorrido o prazo legal e não quitadas, serão inseridas na dívida ativa do Estado. Ou seja, o infrator que não pagar terá o nome inserido. Quem acreditar na impunidade, pode ter certeza que vai se dar mal.

O Estado estuda ações ou parcerias que possam prevenir futuros incêndios no Pantanal, por exemplo?

Temos feito um trabalho preventivo, de orientação, para evitar que as pessoas usem o fogo no período proibitivo. Mas também precisamos mudar a legislação. Algumas áreas foram difíceis de controlar porque estavam praticamente intactas e não havia como acessar.  Queremos fazer trabalho de queimadas controladas, aceiros, para facilitar o acesso dos combatentes em áreas mais distantes. Nosso intuito é preservar.

O Estado prospecta perdas em produção ou exportação da agropecuária diante dos impactos ambientais provocados pelas queimadas e incêndios florestais?

No momento estamos empenhados em combater os incêndios. Ainda não temos um panorama dessas perdas, tendo em vista que ainda há incêndios ocorrendo e o combate ao fogo continua.

O elo mais frágil da sociedade são as famílias de baixa renda. O que o senhor destaca na ação social feita pelo Estado nesse período de 1 anos e 9 meses?

Por meio do programa Vem Ser Mais Solidário, encabeçado pela primeira-dama Virginia Mendes, foram distribuídas centenas de milhares de cestas básicas às famílias em vulnerabilidade de todo o estado, assim como a entidades filantrópicas e instituições sociais. Boa parte com recursos próprios e outra através de doações de parceiros e da comunidade. Somente no período da pandemia, foram 330 mil cestas básicas e 200 mil cobertores. A Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania ainda atua com políticas públicas em prol das crianças e adolescentes, idosos, pessoas com deficiência, povos indígenas, quilombolas e demais minorias.

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Escola de Governo amplia oferta de vagas para curso sobre intraempreendedorismo e inovação

A Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), por meio da Superintendência da Escola de Governo, ampliou o número de vagas do curso “Intraempreendedorismo público para inovação no setor governamental”. A oferta para a qualificação passou de 300 para 500 vagas.

Segundo a Escola de Governo, foi grande a procura pela capacitação que teve já no primeiro dia de inscrição as 300 vagas preenchidas.

O curso é direcionado para servidores dos órgãos e entidades do Poder Executivo estadual e tem como objetivo estimular o comportamento intraempreendedor dos servidores para que sejam agentes de inovação dentro da administração pública. Ele possui carga horária total de 120 horas e está disponível na plataforma de cursos digitais da Escola de Governo.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 30 de outubro. Clique AQUI para se inscrever. Outras informações podem ser obtidas AQUI.

Fonte: GOV MT

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