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ECONOMIA

Para Guedes, com juro baixo e câmbio alto, investimentos estão voltando

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira, 13, que apesar de ter muita gente esperneando, com a taxa de juros baixa e câmbio alto, os investimentos estão voltando. Ele participou do 39º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex).

Segundo o ministro, a ideia é manter a taxa de juro baixa.

Para ele, o Brasil manteve a taxa de juros alta por muito tempo, o que favorecia as arbitragens. “Era natural pegar dinheiro lá fora para dar a um governo bêbado, que bebia todo os recursos”, disse.

Ainda de acordo com Guedes, com a mudança nos preços críticos da economia (juro e câmbio), o País está saindo da recessão.

Em alguns setores, com o da construção, de acordo com o ministro, está se observando um boom de crescimento que vai durar uns cinco anos.

Guedes disse que o governo precisa ainda encontrar “formas verdes” de desenvolver a Amazônia e que isso é possível porque a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem falado para ele que se pode aumentar a produção de grãos e carnes no Brasil sem ter que derrubar uma árvore sequer.

Sobre o embate do Brasil com outros países por causa do meio ambiente, Guedes disse que tem aqueles que querem de fato ajudar o Brasil com a preservação, mas que tem os que querem manter a prática das barreiras comerciais.

“Não somos nós que, em um ano e meio de governo, mudamos o clima no planeta. Tem muita narrativa política por trás dos discursos ambientais”, protestou Guedes.

Via Estadão Conteúdo

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ECONOMIA

China deve enfrentar desabastecimento quando voltar a comprar do Brasil

Canal Rural

O embargo chinês à carne brasileira completa três meses nesta sexta-feira (3), causando efeitos em toda a cadeia.

A própria China deve enfrentar desabastecimento quando voltar a comprar, com menos animais confinados e queda nos abates, a oferta de carne segue reduzida.

Pode faltar produto para abastecer a China, quando o país asiático voltar a comprar a carne brasileira. Analistas e o próprio setor, estimam que a normalização pode levar entre dois ou três meses.

Segundo o gerente-executivo de confinado da JBS, José Roberto Bischofe, o primeiro trimestre é um período de maior dificuldade de confinamento. “É quando acontece um delay do furo do animal do mês de setembro, outubro. A retomada começa neste momento, com boi magro entrando no cocho”, explica.

De acordo com o presidente da Associação Nacional da Pecuária Intensiva, Maurício Velloso, o Brasil caminha para um hiato de oferta. “Vai acontecer um momento entre o período que estamos vivendo hoje e o primeiro trimestre do ano que vem, em que a restrição de oferta vai ampliar. Logo não teremos animal de confinamento e nós ainda não temos o boi de pasto”, diz.

No campo

Para o pecuarista, a redução no ritmo de produção e consumo significa custo maior, com o gado ficando mais tempo no confinamento ou com um tempo ocioso maior entre um lote e outro.

O pecuarista Nelso Marcon, do interior de São Paulo, conta que tem animais que estão no semiconfinamento. “Não fechei mais animais, não comprei mais animais para engorda. Quanto mais quieto, menor o prejuízo”, conta.

Consumidor

No mercado doméstico, o preço da carne não alterou e segue em patamar elevado. “Eu estava acostumada a comprar carne para o mês, agora é no máximo 15 dias. É sempre um susto”, afirma a secretária Luciene de Carvalho Reis.

A aposentada Sueli de Jesus diz que é preciso pesquisar muito antes de comprar. “Está muito caro”, conta.

O valor da carne no ponto final da cadeia pode subir ainda mais quando a China voltar ao mercado. É que a disputa de oferta e demanda será ainda mais intensa entre consumo doméstico e internacional.

Segundo Sophia Honigmann, analista de mercado da Scot Consultoria, em dezembro e janeiro, o Brasil ainda vai ter um cenário de oferta enxuta. “É preciso ter cautela. Apenas a partir de fevereiro e março, é que o cenário pode mudar”, explica.

Ela afirma ainda que a margem da indústria está muito abaixo do que era esperado. “O consumo agora no fim do ano ainda tem um incremento por causa das festas de fim de ano, mas em janeiro, tudo depende da volta da China. Mas não esperamos quedas na ponta final da cadeia em função da oferta, que vai continuar enxuta”, complementa.

Neste embate comercial, perde a China, perde o consumidor e perde o pecuarista. Perde a pecuária brasileira.

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