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PESOU NO BOLSO

Conta de luz mais cara: confira dicas de como economizar no fim de ano

A estação mais quente do ano se aproxima, e, com ela, vem o aumento nos gastos com a conta de luz. Tanto para consumidores residenciais quanto para empresas, os vilões do verão, que começa no dia 21 de dezembro, costumam ser o ar-condicionado e os equipamentos de refrigeração. Mas é possível minimizar o impacto no orçamento sem abrir mão do conforto e da produtividade. Confira 16 dicas para não fazer a conta de luz disparar no calorão.

A partir desta terça-feira, 1º de dezembro, as contas de luz ficarão mais caras com a retomada da cobrança das bandeiras tarifárias . A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tomou a decisão na noite desta segunda-feira, 30 de novembro.

Em reunião extraordinária, os diretores da  Aneel decidiram acionar a bandeira vermelha no segundo patamar, a mais alta categoria desse sistema. A taxa extra será de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos.

A cobrança da taxa extra estava suspensa desde maio deste ano, por conta da crise econômica causada pela pandemia. A decisão agora ocorre porque o nível dos reservatórias de algumas usinas hidrelétricas está muito baixo. Isso obriga o governo a acionar usinas térmicas, que têm custo mais alto.

Esse custo extra é repassado ao consumidor. Por isso, principalmente a partir desta terça-feira — e em meio às temperaturas muito elevadas —, é importante priorizar o consumo consciente em casa e no trabalho.

“Medidas simples, como diminuir a temperatura do chuveiro, evitar o uso do microondas para descongelar alimentos e abrir a geladeira com menor frequência, podem impactar significativamente no valor da conta. Também é importante verificar as instalações internas do imóvel periodicamente, pois as antigas, com fios velhos ou muitas emendas, geram desperdício de energia e podem até causar incêndios”, explica Luis Felipe Diniz, responsável por Faturamento da Enel Distribuição Rio.

Um levantamento da distribuidora mostrou que, nos últimos três meses de 2019, quando as temperaturas estavam elevadas, houve aumento de 8,6% no consumo residencial de energia, em comparação com o trimestre anterior daquele ano.

Sem horário de verão

Este será o segundo ano sem horário de verão , que havia sido implementado justamente para aumentar o período de iluminação natural e economizar energia. No ano passado, a medida foi revogada pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Para Miguel Segundo, diretor técnico da Gedisa Energia, nos últimos anos tem havido um aumento do consumo de energia elétrica no período do início da tarde, após o almoço, fazendo com que o horário de verão não seja, de fato, tão eficiente.

“É o momento que tem a maior temperatura do dia e, por isso, as pessoas ligam o ar-condicionado ou aumentam a potência, fazendo com que o consumo seja maior”, explica.

Exemplo de consumo

Um aparelho do tipo split, com potência entre 10.000 e 15.000 BTUs, usado oito horas por dia, consome em média 194kWh no mês, o que corresponde a mais de R$ 150 na conta de energia.

Além do consumo consciente, existe outra solução que pode representar uma economia de até 15% na conta de luz: a geração distribuída. Nessa modalidade, vários consumidores se unem em uma cooperativa para produzir a própria energia em usinas de pequeno porte, que podem ser hidrelétricas, eólicas, solares ou de biomassa.

Regulamentada no Brasil em 2012, a geração distribuída tem crescido no país, e existem hoje empresas especializadas em alugar cotas em cooperativas para que o consumidor compre a energia diretamente das pequenas usinas. Ao se tornar um cooperado, ele terá direito a um crédito na conta de luz, que será abatido do valor total da fatura.

“O mais interessante é que consumidor não precisa fazer investimento algum, e pagará entre 10% e 15% mais barato do que o valor cobrado pela distribuidora”, aponta o diretor da Gedisa Energia, que oferece o serviço de geração distribuída para pequenos negócios.

Como economizar na estação mais quente do ano

Ar-condicionado:

– Escolha modelos mais econômicos, com selo Procel e classificação A. A Pesquisa Resultados Procel 2020 apontou, com base em informações dos fabricantes, que aparelhos com a tecnologia inverter podem economizar de 40% a 70% de energia em relação aos modelos tradicionais;

– Evite que o sol entre no ambiente refrigerado e instale o aparelho em local com boa circulação de ar;

– Ajuste a temperatura para em torno de 23°C. As temperaturas mais baixas podem não ser alcançadas e fazer o aparelho trabalhar o tempo todo em potência máxima;

– Mantenha os filtros de ar sempre limpos; e

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– Compre o equipamento com potência adequada ao tamanho do ambiente onde pretende instalá-lo. Segundo especialistas, a necessidade de refrigeração normal é de 600 BTU/h para cada metro quadrado de área do aposento, acrescido de 800 BTU/h para cada pessoa que circula pelo ambiente, mais 800 BTU/h para cada aparelho. Deve-se ainda acrescentar 25% (multiplicar por 1,25 na calculadora) em cima do resultado para ter a capacidade de refrigeração necessária, caso o local sofra incidência solar.

Geladeira, freezer, adegas e cervejeiras:

– Faça revisões periódicas, com profissionais capacitados, das borrachas de isolamento das portas e dos sensores de temperatura para evitar consumo excessivo;

– Evite abrir os equipamentos com frequência, pois o ar quente exige mais energia para resfriar e atingir novamente a temperatura ajustada;

– Nunca utilize a parte de trás dos aparelhos para secar peças de roupas;

– Mantenha as saídas de ar do congelador desobstruídas;

– Não forre as prateleiras, isso dificulta a circulação interna do ar; e

– Instale o aparelho em um local bem ventilado, longe de fogão, aquecedor e áreas expostas ao sol.

Chuveiro elétrico:

– Feche a torneira para se ensaboar e tente tomar banhos rápidos. Se possível, use a chave de temperatura na posição “Verão”, o que pode reduzir o consumo em até 30%;

– Compre sempre chuveiros de menor potência (2kW a 6kW), que são eficientes e consomem menos; e

– Limpe com frequência as saídas de água do chuveiro. Se não estiverem limpos, haverá menos água saindo, e o chuveiro terá que ficar mais tempo ligado.

Lâmpadas de LED:

– As lâmpadas de LED têm uma vida útil maior e consomem menos energia dos que as lâmpadas normais por não usarem calor no processo. A economia de energia, se comparada à de uma lâmpada normal, pode passar de 80%.

Desligue os aparelhos após o expediente:

– Seja no escritório, no comércio ou para quem está trabalhando em casa, é recomendado que todos os aparelhos que podem ser desligados sejam retirados da tomada após o expediente. Evite deixar televisores, computadores, impressoras e roteadores wi-fi, por exemplo, que ficam no modo stand-by, ligados.

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ECONOMIA

Dólar recua e fecha a R$ 5,31 no dia da posse de Biden; Ibovespa cai 0,82%

No dia da posse do novo presidente dos Estados Unidos , o dólar comercial fechou em queda no Brasil. A bolsa brasileira foi na contramão do exterior e fechou em queda.

A moeda americana encerrou a sessão negociada a R$ 5,31, uma desvalorização de 0,61% . Na mínima, desceu até R$ 5,28 e na máxima subiu a R$ 5,35.

Já no mercado de ações, o otimismo nos EUA não foi suficiente para manter o Ibovespa em alta, o índice de referência da Bolsa de São Paulo, a B3.

A Bolsa começou o dia em alta, mas inverteu o sinal nesta tarde. O Ibovespa caiu 0,82% aos 119.646 pontos .

“A bolsa brasileira foi na contramão dos pregões internacionais. O atraso na vacinação do país trouxe a preocupação de que a economia demore mais a se recuperar. Além disso, a questão fiscal também está presente, já que com a economia mais fraca o governo pode razer de volta o auxílio emergencial”, disse Stefany Oliveira, analista de investimentos da Toro.

No cenário doméstico, os investidores operaram na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa de juros no Brasil, que se manteve em 2% ao ano .

Segundo operadores, o câmbio seguiu o clima mais positivo no exterior. O dólar se desvalorizou em relação a várias moedas no mundo diante do plano de estímulos de Biden, que deve mantar juros baixos nos EUA.

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Além do real, outras moedas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano, também se valorizaram frente à divisa americana.

De acordo com relatório dos analistas do Bradesco, a expectativa de investidores é que o presidente Joe Biden apresente ao Congresso, ainda nos primeiros dias de governo, sua proposta para um pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão , num momento em que a economia americana dá sinais de perda de vigor.

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Embora se esperem modificações pelo Congresso no pacote, novos estímulos financeiros nos EUA significam mais liquidez na maior economia do mundo, que pode migrar para mercados emergentes, como o Brasil. E a entrada de dólares tende a derrubar o preço da divisa americana.

“O otimismo dos investidores com Joe Biden deu um tom notadamente positivo aos negócios. A expectativa de mais estímulos fiscais, deixou o investidor mais ávido por risco”, escreveram em relatório os analistas da Correparti corretora de câmbio.

Nos EUA, os índices acionários fecharam em alta: o S&P 500 subiu 1,39%; o Dow Jones avançou 0,83% e o Nasdaq teve ganho de 1,97%.

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Na Europa, as principais bolsas fecharam no azul. Paris subiu 0,53%, Frankfurt avançou 0,77% e a bolsa de Londres teve ganho de 0,41%.

Dia de Copom

As ações com mais peso no Ibovespa fecharam no vermelho. As ON da Petrobras (ordinárias, com direito a voto) caíram 1,68%, enquanto as PN (preferenciais, sem direito a voto) perderam 1,53%.

Entre os bancos, as PN do Itaú recuaram 1,65% e as PN do Bradesco perderam 1,70%.

As ações ON da Vale recuaram 1,71%.

Os investidores também aguardaram a sinalização do Banco Central sobre os rumos da Selic, que está no menor patamar histórico, a 2% ao ano.

“A novidade esperada é a retirada do “forward guidance”, um indicativo de mais longo prazo da direção dos juros”, escreveram os analistas da Levante Ideias de Investimentos.

O Boletim Focus indica que a Selic encerre 2021 a 3,25% ao ano. Também seguem no radar do mercado as eleições para a presidência da Câmara e no Senado e os riscos de pressão por mais gastos públicos para estimular a economia.

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