Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

ECONOMIA

Como fica a reaposentação após decisão do Supremo Tribunal Federal?

Em decisão no último dia 6 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo: cidadãos aposentados que voltam ao mercado de trabalho não podem recalcular o valor do benefício por meio da chamada “reaposentação”. A reaposentação é a renúncia a benefícios anteriores em troca de uma nova aposentadoria mais vantajosa. Neste caso, o […]

Em decisão no último dia 6 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) bateu o martelo: cidadãos aposentados que voltam ao mercado de trabalho não podem recalcular o valor do benefício por meio da chamada “reaposentação”.

A reaposentação é a renúncia a benefícios anteriores em troca de uma nova aposentadoria mais vantajosa. Neste caso, o aposentado descartaria o tempo de contribuição usado anteriormente, e faria um cálculo apenas pelo novo período.

Segundo explica o advogado André Luiz Moro Bittencourt, vice-presidente Executivo da Sociedade Brasileira de Previdência Social, em 2016 o STF já havia vetado o recálculo por meio da “desaposentação”, por isso a decisão da semana passada já era esperada. “Outros colegas e eu já entendíamos que aquela decisão da desaposentação, em 2016, viria a surtir efeito nessa de agora, uma vez que o fundo do direito é o mesmo e a questão já tinha sido debatida naquele julgamento”.

Quem já conseguiu o recálculo do benefício, no entanto, em decisões da justiça anteriores ao julgamento do STF, não perderá o direito nem terá que devolver os valores recebidos. “Era outra questão que estava em julgamento, mas os ministros decidiram, até por uma questão de segurança jurídica, que aquelas pessoas que possuem os processos transitados em julgado não terão mudança alguma na condição de seu benefício”, esclarece Bittencourt.

Entenda a diferença:

Leia Também:  Intenção de consumo das famílias cai pelo segundo mês consecutivo

Na reaposentação, o contribuinte cancelava a primeira aposentadoria, e pedia um novo cálculo, baseado nas contribuições mais recentes, levando em conta salário, tempo de serviço e idade. O tempo de serviço e o salário de contribuição anterior não entravam no cálculo da nova.

Na desaposentação, o trabalhador aposentado que voltava ao mercado de trabalho pedia a revisão do benefício, juntando as contribuições anteriores à primeira aposentadoria às atuais, chegando a um cálculo mais vantajoso. Como não há lei para definir os critérios do recálculo, o STF rejeitou a tese.

ANDRÉ LUIZ MORO BITTENCOURT é advogado e professor de extensão e Pós-Graduação na Escola da Magistratura Federal do Paraná, Escola Brasileira de Direito, CERS Cursos Jurídicos, Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário-IBDP, Meu Curso Cursos Jurídicos, Poordem Cursos Jurídicos, entre outros. Vice-Presidente Executivo da Sociedade Brasileira de Previdência Social. Coordenador Acadêmico do Professor André Bittencourt Cursos Jurídicos. Membro da Diretoria de atuação judicial do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário frente aos Tribunais Superiores. Especialista em Direito Previdenciário pela Faculdade Inesp e Direito Penal e Criminologia pela Universidade Federal do Paraná. Mestrando em Gestão e Políticas Universitárias para o MERCOSUL pela Universidad Nacional de Lomas de Zamora (ARG).

COMENTE ABAIXO:

Propaganda

ECONOMIA

Operadoras devem abrir 50 mil vagas de emprego para implementar 5G

IG

Com a chegada do 5G ao Brasil, surge um mapa de oportunidades de empregos no país, de olho nas habilidades mais alinhadas com a tecnologia e a inovação.

Somente em 2022, serão abertos cerca de 50 mil postos de trabalho na área, conforme apontam estimativas da Conexis, que reúne empresas de telecom, e da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).

Comprometidas com investimentos de quase R$ 40 bilhões nos próximos anos, a partir do leilão de frequências do 5G realizado no fim de 2021, as teles e seus fornecedores de equipamentos já contratam operários para a instalação de cabos e antenas para a quinta geração de telefonia móvel.

Também buscam profissionais qualificados para explorar as possibilidades abertas pela nova tecnologia. No longo prazo, as oportunidades não ficarão restritas apenas a profissionais de tecnologia e engenharia.

Até 2025, mais de 670 mil novas vagas podem surgir em função do 5G em diferentes áreas, consolidando novas profissões.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  PESQUISA: No Distrito Federal, Jair Bolsonaro tem aprovação de 57,3% dos eleitores. Confira outras informações na coluna JPM desta segunda-feira (29)
Continue lendo

vídeo publicitário

LEGISLATIVO

EXECUTIVO

JUDICIÁRIO

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA