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Bastidores da República

O caldeirão ferve e agita o centro político do país nesta terça

Ferveu o caldeirão A decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear André Mendonça, que ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), como ministro da Justiça e Segurança Pública não chegou a ser surpresa como disse ontem o próprio presidente. Em outras situações Mendonça foi lembrado para ocupar uma vaga no STF e já se sabia que […]

Ferveu o caldeirão

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de nomear André Mendonça, que ocupava a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU), como ministro da Justiça e Segurança Pública não chegou a ser surpresa como disse ontem o próprio presidenteEm outras situações Mendonça foi lembrado para ocupar uma vaga no STF e já se sabia que o nome dele constava numa lista estratégica para a Justiça, até então encabeçada pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira. A vida segue, mas a polêmica continua.

Tô nem aí

Com a nomeação de Alexandre Ramagem para a direção geral da Polícia Federal, Jair Bolsonaro deixa claro que quem manda é ele e não está nem aí para polêmicas. Por falar nisso, ontem o site The Intercept revelou que, em antigas conversas do Ministério Público Federal em Curitiba vazadas no ano passado, os procuradores comentavam que o então delegado Alexandre Ramagem poderia ser um nome “ligado ao PT” e que estaria buscando “melar” a Lava Jato. Pelo andar da carruagem, Bolsonaro logo irá dizer:  nem ai.

Rindo à toa

O episódio em torno da demissão do ministro da Justiça, Sérgio Moro, expos a grande capacidade de articulação que o ministro do STF, Gilmar Mendes, tem dentro da Corte Suprema. Há tempos que Mendes articulava a ida de André Mendonça para o STF, possibilidade que se torna real agora e com pouco esforço futuro com a nomeação dele como ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro. Os dois trabalharam juntos na Advocacia-Geral da União (AGU) no governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. Para completar a satisfação de Gilmar Mendes, Jair Bolsonaro já sinalizou que poderá indicar Mendonça para a vaga do decano Celso de Melo que se aposentará em breve.

Rïndo à toa 2

Gilmar Mendes também comemorou a nomeação de José Levi do Amaral para a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) pelo presidente Jair Bolsonaro. Mendes vinha tentando emplacar o nome de Amaral desde o então presidente Michel Temer. De quebra, Gilmar Mendes comemorou o fim do sonho de Sérgio Moro sentar-se numa das cadeiras do STF. Pelo que se comenta aqui em Brasília, os dois não se bicam por divergência de ideias. Por outro lado, no que se refere a temas constitucionais, Gilmar Mendes sempre foi ouvido por presidentes desde a gestão de Fernando Collor. A exceção foi o período governado pelos presidentes petistas Lula e Dilma. Pelo que se nota, Mendes ainda continua com o status de bom conselheiro constitucional nos dias atuais.

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Bola da vez

Para minar boatos de uma possível demissão do ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro disse publicamente que Guedes é o grande maestro da economia brasileira e que tem a sua confiança. E não é à toa. O governo está preocupado com a recessão econômica e o desemprego em longo prazo após a crise do novo coronavírus. Guedes tem a missão de impor limites financeiros durante a pandemia.

 

Sinal amarelo

Bolsonaro sabe que os gastos públicos para proteger o país da pandemia do novo coronavírus são transitórios, mas o impacto desses repasses na dívida da União deve ficar por um tempo. Em fevereiro, a dívida pública bruta cresceu pelo segundo mês consecutivo, para 76,1% do PIB ante 76,5% do PIB em janeiro. A tendência daqui para frente é que a dívida continue a crescer até 2030. Para o ministro Guedes, tão importante quando saber o tamanho do rombo será dizer como a União sairá dele.

Expectativa

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, decidiu autorizar a abertura de um inquérito para investigar as declarações do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro contra o presidente Jair Bolsonaro. A decisão de Celso de Mello atende ao pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Será a palavra de um contra o outro, no entanto, cabe ao ex-ministro Moro provar as acusações que fez.

 

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Se tem fumaça….

Parlamentares do Centrão querem uma mudança de rumo na política econômica com ênfase em mais gastos públicos, mesmo que isso resulte na saída do ministro da Economia, Paulo Guedes. É o que se comenta aqui em Brasília. O bloco apoia o Plano Pró-Brasil, articulado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Walter Braga Netto, com foco no aumento do investimento público para recuperar a economia no pós-crise do coronavírus. Pelo andar da carruagem, enquanto Bolsonaro joga água fria na situação, alguns aliados jogam lenha na fogueira.

Mexeu no bolso

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), foi duro ao apoiar a proposta para socorrer estados e municípios. Segundo ele, a medida só é viável se não houver reajustes nos salários de servidores federais, estaduais e municipais por 18 meses.Segundo o presidente da Casa, a estimativa passada pelo Ministério da Economia é de que sejam poupados R$ 130 bilhões durante o período. Tá na hora de todos ajudarem a sair dessa crise e quem for contra vai remar contra a maré.

 

 

Passou batido

Foi tanto disse me disse nessa semana que quase passou batido a notícia do cancelamento da fusão da Embraer com a BoeingAnunciada no último sábado (25), a desistência da empresa de aviação norte-americana de prosseguir com a aquisição da parte aviação comercial da Embraer, um negócio avaliado em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões no câmbio atual), chegou em meio à paralisação do setor aéreo provocada pela pandemia do coronavírus. A transação gerou polêmica no Congresso Nacional desde quando foi comunicada, em julho de 2018, mas também não passou de disse me disse.

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Bastidores da República

Bolsonaro reage à pesquisa Datafolha e diz que Lula só ganha se fraudar eleição

SÓ NA FRAUDE

Só nesta sexta-feira o presiden6te Jair Bolsonaro reagiu à pesquisa datafolha, divulgada na quinta (13), que mostra vitória do ex-presidente Lula no pleito de 2022. Para Bolsonaro, Lula só ganhará por meio de fraude. Segundo Bolsonaro, essa fraude será evitada com o voto impresso, no qual ele aposta para a próxima eleição presidencial. “O bandido foi posto em liberdade, foi tornado elegível, no meu entender, para ser presidente na fraude”, sugeriu Bolsonaro.

VAI CRIAR RAIZ

O presidente Jair Bolsonaro foi além ao criticar o resultado da pesquisa Datafolha. Na avaliação dele, caso Lula vença as eleições do ano que vem, “nunca mais vai sair”. “A canalhada da esquerda continua a mesma coisa. E uma turma ainda quer votar nesse filho do capeta aí. Olha, se esse cara voltar, nunca mais vai sair. Escreve aí”, apontou. O problçema maior para Bolsonaro é que Lula é apontado com 18 pontos percentuais à frente dele no primeiro turno e 23, no segundo. Lula teria, de acordo com a pesquisa, 41% dos votos no primeiro embate, enquanto Bolsonaro levaria 23%. No segundo, o placar mostra 55% contra 32% a favor do candidato de esquerda.

“AQUILO NO VENTILADOR”

O depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo pazuello, na próxima quarta-feira, é visto como o momento propício para se jogar “merda no ventilador” e atrapalhar os planos do Palácio do Planalto. Para evitar que isso ocorra, a Advocacia Geral da União requereu pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para que o ex-ministro possa ficar em silêncio no depoimento à CPI e não corra risco de detenção. O principal argumento é de que a oitiva poderia antecipar um “inadequado juízo de valor sobre culpabilidade” do general nas ações de enfrentamento à pandemia no período em que ele esteve no governo.

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MEIA VITÓRIA

O habeas corpus vai ser relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, pois um outro pedido semelhante, apresentado por um advogado que não representa o ex-ministro, foi sorteado e ficou com o magistrado. A tendência é de que Lewandowski aceite o pedido de habeas corpus. Interlocutores do ministro dizem que ele avalia existir jurisprudência embasando direito ao “remédio constitucional” nesses casos. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o depoimento de Pazuello é central para a CPI, mas que, caso o general não compareça ou permaneça em silêncio, existem outros meios de sanar as dúvidas dos membros do colegiado, requerendo documentos e ouvindo outros nomes do Ministério da Saúde

PORRE DE TUBAÍNA

O presidente Bolsonaro anunciou que irá tomar um porre de Tubaina com a indenização de R$ 55 mil ganha do PCdoB. O chefe do Executivo não deu muitos detalhes do processo. “Associaram a minha imagem e a da minha irmã a um atentado terrorista”, justificou Bolsonaro, acrescentando que o advogado disse a ele não cabe mais recurso. O presidente festejou o resultado e reconheceu que mais perde do que ganha nas ações que costuma entrar na Justiça. “Valeu galera”, agradeceu, sorrindo. Sobre o PCdoB, Bolsonaro disse “que apoia tudo o que não presta no mundo. Levaram uma paulada”, definiu.

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LOCKDOWN

Ainda sobre o presidente Jair Bolsonaro, ele voltou a ameaçar, indiretamente, baixar um decreto contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos em meio à pandemia da covid-19 que já vitimou mais de 430 mil brasileiros. Crítico das medidas de restrição, repetiu alfinetadas aos chefes de Executivo locais, reforçando que “não fechou nada” e que o Exército não irá às ruas para fiscalizar o cumprimento das regras, apenas para “manter a liberdade da população”. Declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta sexta-feira.

FAKE NEWS

Com dois comunicados o Supremo Tribunal Federal (STF) desmentiu boatos acerca dos ministros Alexandre de Moraes e de Gilmar Mendes. O STF reiterou que as fakes news sobre as atividades dos ministros estão se expandindo, e pediu cuidado no compartilhamento de informações falsas por parte da população. Sobre Moraes, o tribunal deixa claro que é falsa a montagem apontando que o ministro teria dito “Não terá voto impresso em 2022 e nem talvez Bolsonaro em 2022. O recado está dado”. Segundo o STF, Alexandre de Moraes jamais deu tal declaração. Já sobre Mendes, o Supremo deixou claro que é falsa a informação que circula nas redes sociais apontando viagens do ministro em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) — com direito a jantares especiais nos voos. A nota explica que a mentira circula desde 2018 e reforça ainda que Gilmar Mendes sequer poderia viajar legalmente em aeronaves da FAB.

 

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