Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

Bastidores da República

Doria sobe o tom e ameaça Bolsonaro com multa caso não use máscara em São Paulo

MITO É MITO

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (9) que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) será multado se participar de um movimento de rua no Estado sem o uso de máscara de proteção. “Ele será multado como qualquer outro cidadão que não usar máscara”, declarou o governador em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes. Bolsonaro planeja participar, no próximo sábado (12), de um passeio de moto com simpatizantes do governo. O presidente prevê a participação de 100 mil motos, que terá um percurso de 120 quilômetros, na capital paulista. Como Doria o desafiou, é bem provável que Bolsonaro vá sem máscara, seja multado e reforce a sua condição de “mito”. Doria só vai dar asas à cobra, certamente. Bolsonaro deve estar rindo à toa!

VOTO IMPRESSO

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, manifestou-se sobre a questão do voto impresso, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro. Para Barroso, a implementação do voto impresso reduzirá a segurança das eleições, trazendo de volta fraudes e falhas humanas, problemas que teriam ficado no passado com a adoção da urna eletrônica. “A vida vai ficar bem pior, vai ficar parecido com o que era antes”, disse o ministro da tribuna da Câmara dos Deputados, onde compareceu para participar de uma comissão geral sobre assuntos eleitorais nesta quarta-feira. Ele acrescentou, contudo, que se o Congresso aprovar, e o Supremo Tribunal Federal (STF) validar, o TSE implementará o voto impresso. “Eu torço para que ela [aprovação] não venha, mas se vier nós cumpriremos”, afirmou.

Leia Também:  Bolsonaro ensaia privatizar Unidades de Saúde, mas desiste da ideia

DESCONFIANÇA

Entre os que também levantaram a questão esteve o presidente da comissão especial que discute o projeto do voto impresso, deputado Paulo Eduardo Martins (PSC-PR). “É a fé da população brasileira que nós temos que discutir”, disse Martins. “Hoje o eleitor brasileiro tem que ter fé no software. Tem que acreditar que o que ele digitou vai ser contabilizado e depois constar no boletim de urna. Ele não pode olhar e conferir se foi registrado conforme a escolha dele. E por mais que se confie no sistema, pode haver quem desconfie. Tem que haver esta confiança”, acrescentou o parlamentar.

A CULPA É DE QUEM?

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta quarta-feira (9/6) a alta da inflação em 0,83% em maio divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, culpou governadores pela adoção de medidas de restrição, como o lockdown, em meio à pandemia de covid-19 que já vitimou mais de 476 mil brasileiros. “Tem inflação em alimentos, sim, não vou negar. Estamos, agora, tentando diminuir o preço do milho. Vai atingir diretamente a galinha, o ovo. De onde vem isso aí? Da política do ‘fica em casa, que a economia vem depois. Não é isso?’”, alegou o presidente.

SE DEU MAL

O auditor do TCU que teria repassado informações falsas à respeito das mortes por Covid-19 ao presidente da República, Jair Bolsonaro, foi afastados das suas funções. A presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministra Ana Arraes, autorizou a abertura de processo administrativo disciplinar contra Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, autor de um “estudo paralelo” no qual sustenta que metade das mortes creditadas à covid-19 não ocorreu por causa da doença. O corregedor da Corte, ministro Bruno Dantas, afirmou que “os fatos até aqui apurados pela Corregedoria são graves e exigirão aprofundamento para avaliar a sua real dimensão”. Brincou com fogo, se deu mal.

Leia Também:  Bolsonaro diz que desempenho do agro foi a grande mola propulsora dos novos empregos

MENOS MAL

O “estudo paralelo” feito por Alexandre Figueiredo foi citado pelo presidente Jair Bolsonaro, na segunda-feira, como sendo do Tribunal de Contas da União. “Ali, o relatório final não é conclusivo, mas disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o Tribunal de Contas da União”, enfatizou Bolsonaro. O auditor estava lotado no setor do TCU que lida com inteligência e combate à corrupção. Quando começou a pandemia do novo coronavírus, ele pediu para acompanhar as compras com dinheiro público de equipamentos para o enfrentamento à doença. Enfim, ta explicado. Menos mal!

ESCREVEU NÃO LEU…

A atitude de Alexandre Figueiredo repercutiu negativamente e chegou à CPI do Senado que investiga sobre a Covid-19. O senador Humberto Costa (PT-PE) não perdeu tempo e protocolou um requerimento de convocação para chamar o auditor do TCU para explicar o suposto levantamento que indica que metade das mortes por covid-19 não ocorreu. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), pediu para que acrescentasse um requerimento de quebra de sigilo. “Faz logo um pedido completo para a gente votar”, disse Aziz. Na verdade, estão tentando achar alguma ligação de Alexandre Figueiredo com o presidente Jair Bolsonaro.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Bastidores da República

Reforma agora mira nos altos salários do Judiciário e do próprio Legislativo

NAVALHA NA CARNE

Altos salários do Judiciário e do Legislativo também vão entrar no texto da reforma administrativa. Ao menos, essa é a intenção do relator da PEC 32/2020, Arthur Maia (DEM-BA). “Não me sinto à vontade de, na condição de relator de um projeto, tratar do ascensorista que ganha R$ 3 mil e deixar de fora da reforma administrativa servidores do Judiciário e do Legislativo que ganham R$ 20 mil ou R$ 30 mil”, afirmou o relator. Maia deve apresentar o plano de trabalho à Comissão Especial da Reforma Administrativa, nesta quarta-feira (16), em sessão extraordinária na Câmara dos Deputados. O deputado vai mexer numa caixa de marimbondos, certamente.

FORA DO BARALHO

Sérgio Lima/PODER 360

Outro Maia Democrata que ganhou projeção nesse início de semana foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). A Executiva Nacional do partido decidiu, por unanimidade, expulsar o ex-presidente da Câmara da sigla. Na verdade, isso já era esperado. O rompimento entre Maia e o presidente do DEM, ACM Neto, ocorreu às vésperas da eleição que renovou o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro. Maia está de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Maia se defendeu dizendo que ACM Neto “está seguindo o caminho autoritário do bolsonarismo”. ACM negou que seja bolsonarista e preferiu não bater-boca com Rodrigo Maia.

RACHA

Por falar em troca de partido, o Patriota enfrenta um racha com o início da entrada do grupo político ligado ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Por conta disso, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), recém-filiado, alegou que o chefe do Planalto aguarda segurança no partido para decidir se filiar. Ele afirma que ambos estão apreensivos sobre a “autonomia” dentro da legenda. “A percepção que dá é de que não estão entendendo qual é o tamanho do jogo que a gente quer jogar. Já convidei outra vez e vou convidar de novo. Eu quero que a gente jogue a Série A. Ninguém está vindo aqui para jogar a Série B mais não, porque muito mais coisa está em jogo do que uma função ou outra do partido”, ressaltou. A ala dos que defendem o clã Bolsonaro é chefiada pelo presidente da sigla, Adilson Barroso. Do outro lado, está o vice-presidente, Ovasco Resende, que reclamou da falta de diálogo.

Leia Também:  Aprovação a Bolsonaro sobe e é a melhor desde o início do mandato e ele ri à toa

FUNDO PARTIDÁRIO

O Patriota ficou em 22º lugar no ranking das siglas que receberam fundo eleitoral nas disputas municipais de 2020, com R$ 24,5 milhões. De acordo com o orçamento de 2021, o Patriota terá R$ 22,4 milhões de fundo partidário para usar neste ano, valor que o coloca em 19º na lista de 22 siglas com direito à verba. No Congresso, o Patriota conta apenas com seis deputados federais e, com a ida de Flávio, agora terá um senador. De olho nas próximas eleições, a intenção do clã Bolsonaro é fazer com o Patriota o mesmo que fez com o PSL, quando o partido tomou fermento político e mais que triplicou de tamanho nas últimas eleições tendo Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República vitorioso.

PODE ISSO, ARNALDO?

José Cruz

Como diria Galvão Bueno ao juiz Arnaldo Cesar Coelho: Pode isso Arnaldo? Pois bem. Arnaldo era juiz de futebol mas, certamente responderia que sim. É que a ministra do STF, Rosa Weber, manteve uma ação sobre orçamento secreto mesmo com a desistência do requerente, o Cidadania. Weber afirmou que, no tipo de ação apresentada, é “inadmissível a desistência” e, então, determinou que o presidente Jair Bolsonaro, o Senado, a Câmara e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, prestem informações em um prazo de cinco dias. Então pode, né? Tá explicado!

AGLOMERAÇÃO

A entrada do presidente Jair Bolsonaro em avião comercial no aeroporto de Vitória (ES), na sexta-feira (11), gerou revolta em alguns e aplausos de outros. No entanto, uma advogada divulgou que vai processar a companhia aérea Azul por permitir a entrada do presidente na aeronave. A advogada, que se identifica como Renata, usa um perfil no Twitter sem identificação devido, segundo ela, à perseguição política. Em sua página a suposta advogada se oferece enquanto profissional, de graça, para quem quiser processar a companhia por infringência às normas sanitárias e regulamentares da ANAC. Será que há boa intenção nisso é uma petista inconformada? Vai saber! A Azul informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

Leia Também:  Deputados aprovam reeleição no TCE e Ministério Público de Contas

CHUMBRO GROSSO

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) iniciou uma verdadeira cruzada contra o Twitter. Eduardo foi um dos diversos usuários do Twitter que reclamaram de uma perda significativa de seguidores na rede desde segunda-feira (14). De acordo com o parlamentar, cerca de 15 mil contas teriam deixado de segui-lo. Conforme o Twitter, milhares de perfis considerados suspeitos de impulsionar conteúdo artificialmente na rede social foram desabilitados. Ao reclamar da ação realizada pela rede social, Eduardo Bolsonaro sugeriu que o governo federal edite um decreto para “acabar com esses abusos”. Além de Eduardo Bolsonaro, o ex-ministro Abraham Weintraub, o ex-assessor especial Filipe Martins e o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência também reclamaram de ter perdido seguidores na rede social. Lá vem chumbo grosso!

CHUMBRO GROSSO (2)

Segundo o Twitter, os perfis suspeitos foram desativados temporariamente até que o usuário confirme detalhes como senha ou número de celular. Os critérios para a desativação de perfis, conforme o Twitter, são atividades consideradas como “manipulação” pelos administradores da rede. Entre essas atividades estão gerar engajamento falso, “que tenta fazer com que contas ou conteúdo pareçam mais populares ou ativas do que de fato são”, e atividades coordenadas que tentam influenciar artificialmente as conversas. Contas que promovem “spam” com intuito comercial e disseminam notícias falsas também foram desativadas.

NA MIRA DA OAB

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deve continuar no governo apesar do processo de fritura que já passo do fago brando para o médio. O nome de Salles para a pasta foi um dos primeiros anunciados pelo governo ainda em 9 de dezembro de 2018 e parece ter as costas largas. No entanto, Ricardo Salles agora está na mira da OAB, ou melhor, do Estatuto do Advogado – Lei Federal n.º 8.906, de 4 de julho de 1994, aquela que impede o exercício da advocacia por ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da administração pública direta ou indireta. Salles é acusado formalmente pela Polícia Federal (PF) de ter, em sociedade com a mãe, um escritório da advocacia sob suspeita de atuação em exportação de madeira na Amazônia.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

LEGISLATIVO

EXECUTIVO

JUDICIÁRIO

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA