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Bastidores da República

Declaração de presidente argentino irrita Jair Bolsonaro, que revida no mesmo tom

RIVALIDADE HISTÓRICA

O presidente Jair Bolsonaro respondeu nesta quinta-feira (10) à declaração do presidente da Argentina, Alberto Fernández, que afirmou que “brasileiros saíram da selva” e que seus compatriotas vieram de barcos vindos da Europa. Bolsonaro ironizou que “não tem vacina” para o líder argentino, mas depois emendou que não existem problemas entre o povo brasileiro e o argentino. Ao se lembrar de que estava sendo filmado, o chefe do Executivo relatou conversa com o ex-presidente argentino Mauricio Macri e disse que a rivalidade com o país vizinho é “só no futebol”.

PESSOA ALEGRE

Soou com certa estranheza o chamamento de “pessoa alegre do Amapá” que o presidente Jair Bolsonaro fez ao senador Randolfe Rodrigues (Rede). A citação foi durante culto evangélico em Anápolis (GO). Bolsonaro desagradou até aliados ao caracterizar indiretamente o parlamentar com um comentário de cunho homofóbico. “Que CPI é essa? De Renan Calheiros? De Omar Aziz? Daquela pessoa alegre do Amapá? Nós temos a obrigação de decidir e nós sabemos que pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Eu tenho que decidir quantas vezes? Não é fácil. Eu estou tentando”, apontou Bolsonaro.

BATE-BOCA

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) usou as redes sociais para cobrar provas de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi eleito no primeiro turno das eleições de 2018. “Tem que provar, falastrão”, disse o parlamentar ao criticar declarações do presidente feitas durante o polêmico culto evangélico em Anápolis na quarta-feira. “Eu fui eleito no primeiro turno. Tenho provas materiais disso. Mas a fraude, que existiu, sim, me jogou para o segundo turno. Outras coisas aconteceram e só acabei ganhando porque tive muito voto, e algumas poucas pessoas que entendiam de como evitar ou inibir que houvesse a fraude naquele momento, nos elegemos”, afirmou o presidente. Frota deu margem para Bolsonaro respondê-lo lembrando o passado de Frota, quando foi ator pornô. É aguardar pra ver o bate-boca!

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RIXA ANTIGA

Alexandre Frota e Jair Bolsonaro já foram aliados, mas ficou uma rusga entre os dois. Frota publicou em seu perfil no Twitter que entrará com um processo na Câmara dos Deputados para investigar as alegações feitas pelo presidente de que teria vencido as eleições em 1º turno. Ou seja, as eleições teriam sido fraudadas. Alexandre Frota foi eleito pelo Partido Social Liberal (PSL) e tinha relacionamento próximo com o presidente, especialmente durante a última corrida eleitoral. No entanto, depois de divergências com a família Bolsonaro, o parlamentar migrou para o PSDB em 2019. Em maio de 2021, o deputado protocolou no Congresso Nacional o sexto pedido de impeachment contra Bolsonaro.

POR FALAR NIOSSO…

Bandeira do presidente Jair Bolsonaro, o voto impresso nas eleições deve ser aprovado na comissão que analisa o tema na Câmara com aval não apenas de governistas. Corre pelos bastidores que dos atuais 32 deputados do colegiado mostra que 21 são favoráveis e apenas quatro se opõem. Outros sete estariam indecisos. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, passou na quarta-feira, 09, quatro horas debatendo o assunto com os parlamentares, e afirmou que a medida representa um “retrocesso”, mas que, uma vez aprovado, o novo sistema será adotado.

PERSEGUIÇÃO?

Uma decisão inusitada abriu caminho para anular convenção do Patriota que tenta abrigar o pr4sidente Jair Bolsonaro. O ocorrido é mais um obstáculo para a filiação do presidente da República ao Patriota e pode acarretar na desfiliação do senador Flávio Bolsonaro. No último dia 1º, o chefe do Executivo recebeu convite oficial para migrar para a sigla e prometeu dar a resposta em até 15 dias, o que deve ocorrer na próxima semana. Ocorre que o Cartório do Primeiro ofício de Notas do Distrito Federal exigiu que o presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso, preste maiores esclarecimentos sobre o quórum qualificado da convenção ocorrida no dia 31 de abril para que possa registrar o resultado da convenção do partido.

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SEM PARTIDO

Só pra lembrar, Bolsonaro está desde o final de 2019 sem um partido, quando deixou o PSL e anunciou a criação do Aliança pelo Brasil. Como a legenda fracassou em reunir a tempo assinaturas suficientes para se registrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jair Bolsonaro manteve conversas com outras siglas, como PL, Republicanos, PTB, PRTB, PP e o próprio PSL, mas encontrou dificuldades nas negociações para que aceitem seus propósitos e controle. Ou seja: Bolsonaro quer um partido e o controle total sobre a sigla

DE CARONA

Após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) se mostrar disposto a disputar a eleição presidencial em 2022, o ex-deputado Federal Ciro Gomes (PDT) manteve o título de eterno candidato a presidente. Cearense de Sobral, Ciro anunciou nas redes sociais que lutará para disputar 2º turno como ‘obrigação moral’. Convicto de conseguir avançar na corrida eleitoral, Ciro Gomes diz que sua certeza não é apenas porque deseja estar na disputa. Ou seja: Ciro acredita que vencerá as eleições contra Lula e Bolsonaro, principalmente.

NA PRÁTICA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o jornalista Franklin Martins para comunicação da sua pré-campanha. O partido de Lula, PT, não pretende investir na contratação de um “super marqueteiro”, como fez de 2002 a 2014. Ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo governo Lula, entre 2007 e 2010, Martins vai coordenar toda a estrutura de comunicação. Ciro Gomes (PDT) também não dormiu no ponto e contratou o marqueteiro João Santana. O PDT chamou o marqueteiro baiano para coordenar a comunicação da pré-campanha do cearense e, provavelmente, da campanha no ano que vem.

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Bastidores da República

Reforma agora mira nos altos salários do Judiciário e do próprio Legislativo

NAVALHA NA CARNE

Altos salários do Judiciário e do Legislativo também vão entrar no texto da reforma administrativa. Ao menos, essa é a intenção do relator da PEC 32/2020, Arthur Maia (DEM-BA). “Não me sinto à vontade de, na condição de relator de um projeto, tratar do ascensorista que ganha R$ 3 mil e deixar de fora da reforma administrativa servidores do Judiciário e do Legislativo que ganham R$ 20 mil ou R$ 30 mil”, afirmou o relator. Maia deve apresentar o plano de trabalho à Comissão Especial da Reforma Administrativa, nesta quarta-feira (16), em sessão extraordinária na Câmara dos Deputados. O deputado vai mexer numa caixa de marimbondos, certamente.

FORA DO BARALHO

Sérgio Lima/PODER 360

Outro Maia Democrata que ganhou projeção nesse início de semana foi o deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ). A Executiva Nacional do partido decidiu, por unanimidade, expulsar o ex-presidente da Câmara da sigla. Na verdade, isso já era esperado. O rompimento entre Maia e o presidente do DEM, ACM Neto, ocorreu às vésperas da eleição que renovou o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro. Maia está de malas prontas para o PSD de Gilberto Kassab. Maia se defendeu dizendo que ACM Neto “está seguindo o caminho autoritário do bolsonarismo”. ACM negou que seja bolsonarista e preferiu não bater-boca com Rodrigo Maia.

RACHA

Por falar em troca de partido, o Patriota enfrenta um racha com o início da entrada do grupo político ligado ao presidente da República, Jair Bolsonaro. Por conta disso, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), recém-filiado, alegou que o chefe do Planalto aguarda segurança no partido para decidir se filiar. Ele afirma que ambos estão apreensivos sobre a “autonomia” dentro da legenda. “A percepção que dá é de que não estão entendendo qual é o tamanho do jogo que a gente quer jogar. Já convidei outra vez e vou convidar de novo. Eu quero que a gente jogue a Série A. Ninguém está vindo aqui para jogar a Série B mais não, porque muito mais coisa está em jogo do que uma função ou outra do partido”, ressaltou. A ala dos que defendem o clã Bolsonaro é chefiada pelo presidente da sigla, Adilson Barroso. Do outro lado, está o vice-presidente, Ovasco Resende, que reclamou da falta de diálogo.

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FUNDO PARTIDÁRIO

O Patriota ficou em 22º lugar no ranking das siglas que receberam fundo eleitoral nas disputas municipais de 2020, com R$ 24,5 milhões. De acordo com o orçamento de 2021, o Patriota terá R$ 22,4 milhões de fundo partidário para usar neste ano, valor que o coloca em 19º na lista de 22 siglas com direito à verba. No Congresso, o Patriota conta apenas com seis deputados federais e, com a ida de Flávio, agora terá um senador. De olho nas próximas eleições, a intenção do clã Bolsonaro é fazer com o Patriota o mesmo que fez com o PSL, quando o partido tomou fermento político e mais que triplicou de tamanho nas últimas eleições tendo Jair Bolsonaro como candidato a presidente da República vitorioso.

PODE ISSO, ARNALDO?

José Cruz

Como diria Galvão Bueno ao juiz Arnaldo Cesar Coelho: Pode isso Arnaldo? Pois bem. Arnaldo era juiz de futebol mas, certamente responderia que sim. É que a ministra do STF, Rosa Weber, manteve uma ação sobre orçamento secreto mesmo com a desistência do requerente, o Cidadania. Weber afirmou que, no tipo de ação apresentada, é “inadmissível a desistência” e, então, determinou que o presidente Jair Bolsonaro, o Senado, a Câmara e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, prestem informações em um prazo de cinco dias. Então pode, né? Tá explicado!

AGLOMERAÇÃO

A entrada do presidente Jair Bolsonaro em avião comercial no aeroporto de Vitória (ES), na sexta-feira (11), gerou revolta em alguns e aplausos de outros. No entanto, uma advogada divulgou que vai processar a companhia aérea Azul por permitir a entrada do presidente na aeronave. A advogada, que se identifica como Renata, usa um perfil no Twitter sem identificação devido, segundo ela, à perseguição política. Em sua página a suposta advogada se oferece enquanto profissional, de graça, para quem quiser processar a companhia por infringência às normas sanitárias e regulamentares da ANAC. Será que há boa intenção nisso é uma petista inconformada? Vai saber! A Azul informou que não vai se manifestar sobre o assunto.

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CHUMBRO GROSSO

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) iniciou uma verdadeira cruzada contra o Twitter. Eduardo foi um dos diversos usuários do Twitter que reclamaram de uma perda significativa de seguidores na rede desde segunda-feira (14). De acordo com o parlamentar, cerca de 15 mil contas teriam deixado de segui-lo. Conforme o Twitter, milhares de perfis considerados suspeitos de impulsionar conteúdo artificialmente na rede social foram desabilitados. Ao reclamar da ação realizada pela rede social, Eduardo Bolsonaro sugeriu que o governo federal edite um decreto para “acabar com esses abusos”. Além de Eduardo Bolsonaro, o ex-ministro Abraham Weintraub, o ex-assessor especial Filipe Martins e o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência também reclamaram de ter perdido seguidores na rede social. Lá vem chumbo grosso!

CHUMBRO GROSSO (2)

Segundo o Twitter, os perfis suspeitos foram desativados temporariamente até que o usuário confirme detalhes como senha ou número de celular. Os critérios para a desativação de perfis, conforme o Twitter, são atividades consideradas como “manipulação” pelos administradores da rede. Entre essas atividades estão gerar engajamento falso, “que tenta fazer com que contas ou conteúdo pareçam mais populares ou ativas do que de fato são”, e atividades coordenadas que tentam influenciar artificialmente as conversas. Contas que promovem “spam” com intuito comercial e disseminam notícias falsas também foram desativadas.

NA MIRA DA OAB

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, deve continuar no governo apesar do processo de fritura que já passo do fago brando para o médio. O nome de Salles para a pasta foi um dos primeiros anunciados pelo governo ainda em 9 de dezembro de 2018 e parece ter as costas largas. No entanto, Ricardo Salles agora está na mira da OAB, ou melhor, do Estatuto do Advogado – Lei Federal n.º 8.906, de 4 de julho de 1994, aquela que impede o exercício da advocacia por ocupantes de cargos ou funções de direção em órgãos da administração pública direta ou indireta. Salles é acusado formalmente pela Polícia Federal (PF) de ter, em sociedade com a mãe, um escritório da advocacia sob suspeita de atuação em exportação de madeira na Amazônia.

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