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Bastidores da República

Bolsonaro desafia ministros do STF a irem para as ruas em 7 de Setembro

BORA PRA RUA

O presidente Jair Bolsonaro desafiou os ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, a irem para as ruas no dia 7 de setembro. “Quero vê-los ocupar o carro de som e falar com o povo brasileiro”, provocou Bolsonaro. O que o presidente quis dizer, na verdade, alguns ministros da Suprema Corte fizessem um teste de popularidade. Jair Bolsonaro ainda não digeriu o arquivamento do pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Para ele, “ninguém está acima da Constituição” e quem não se enquadrar nela “deve sofrer processo mais complexo”. Enfim, convite feito. Mas se trata apenas de provocações no calor das discussões. É lógico que ministro do STF jamais participaria de manifestações em praça pública.

QUESTÃO DE DISCÓRDIA

E foi no calor das falas empolgadas que o presidente Jair Bolsonaro disse ontem que “não somos três, somos dois. Executivo e Legislativo trabalham em harmonia”. Um claro recado à questão do Marco Temporal das demarcações de terras indígenas. Bolsonaro voltou a dizer que, caso haja mudança no marco — que deve ir a julgamento na Corte na próxima quarta-feira —, a agricultura pode sair prejudicada. E ameaçou não reconhecer a decisão do Supremo. “Tenho duas opções. Não vou dizer agora, mas já está decidido qual é essa opção. É a que interessa ao povo e está do lado da nossa Constituição”, disse. Essa discussão vai dar muito pano pra manga ainda.

BALÃO DE ENSAIO

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Agora foi a vez do senador Alessandro Vieira apresentar a sua pré-candidatura à Presidência em 2022, mas já está sendo vista como balão de ensaio. Líder do Cidadania no Senado, ele é integrante da CPI da Covid re já sonha com os louros de CPI que não avança e se enrosca na própria vaidade dos seus integrantes. Vieira acredita que poderá ser o nome da terceira via, para o enorme contingente de eleitores que não querem votar nem em Jair Bolsonaro, nem no ex-presidente Lula. O senador acredita que o perfil dele atende de imediato a esse eleitorado com potencial de expansão para camadas mais moderadas à esquerda e à direita, por conta do trabalho realizado na CPI da Covid. Será?

PAPAGAIO DE PIRATA

Virou moda organizar manifesto pedindo a pacificação entre os Poderes. A bola da vez á a Federação das Indústrias de São Paulo, a famosa Fiesp. Na onda do que já vem ocorrendo pelo país, a Fiesp pretende publicar nesta terça-feira um manifesto assinado por diversas entidades que apoiam a movimentação. O texto ainda está sendo revisado e não foi revelado. O objetivo é dar um recado aos três Poderes: é preciso que cada lado faça “gestos magnânimos” para distensionar o ambiente político. Os representantes também temem que a crise possa prejudicar o processo de recuperação da economia brasileira. É torcer pra não ser mais um papagaio de pirata tentando pegar carona.

DESEMBARQUE

A adesão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) ao manifesto capitaneado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, deve fazer com que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal deixem a entidade criada em 1967. A justificativa dos órgãos é que o documento faz uma cobrança apenas ao Executivo. Os bancos querem que o parecer não cite nominalmente o presidente Bolsonaro ou qualquer outro chefe dos poderes. Após ameaçarem deixar a Febraban, a presidência da Câmara anunciou que poderá ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes, além dos presidentes do Banco do Brasil e Caixa. O estrago já foi feito e é bem possível que as coisas mudem de rumo até a manhã de terça-feira.

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MURRO NA CARA

A nova pérola do vice-presidente Hamilton Mourão causou certa euforia e momentos de riso aqui em Brasília. Em almoço-debate com um grupo de lideranças femininas do setor produtivo o general disse: “Todo mundo tem estratégia até levar um murro na cara“. “Sabem quem foi o filósofo que disse isso? Mike Tyson. E a Covid-19 foi um grande murro na cara de todo o mundo“, completou Mourão, na palestra que deu a cerca de 60 empresárias do Distrito Federal, no Lago Sul. O tal “murro na cara” refere-se aos desafios que surgem sem aviso prévio, como foi o caso da pandemia da Covid-19. Mourão fechou a sua fala sem filosofar e foi muito aplaudido. “O Brasil é muito maior que os obstáculos que existem. Com a união do povo brasileiro, é possível. O que queremos é a democracia e a paz social no Brasil”, encerrou.

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Bastidores da República

Agenda cheia: ministros deixam Brasília para marcar os mil dias de governo

O comando do Palácio do Planalto idealizou uma agenda cheia   para o governo celebrar nesta semana  os mil dias da administração Jair Bolsonaro, Nesta terça-feira (28), por exemplo, já está confirmado que 12 ministros deixarão Brasília. Isso representa metade do governo. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai à Bahia pela manhã para inaugurar pouco mais de 10 quilômetros de duplicação de estradas. Serão 5,4 quilômetros de duplicação na BR-116 e mais cinco quilômetros na BR-101.Depois, segue para Alagoas à tarde. Na quarta-feira (29), quando o presidente estará em Roraima, serão 10 ministros fora de Brasília .De acordo com fontes palacianas,  faz parte da programação desde a entregas de mais porte, como usina termelétrica e inauguração de uma unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal, até mais paroquiais, como praça de esportes, ônibus, computadores, títulos agrários e rede wifi e “e-gates” para controle eletrônico de passaportes. Também estão previstas nas comemorações assinaturas de contratos como o de uma contratação do cabo submarino de fibra óptica e outro para construção de aeroportos.Ministros que são pré-candidatos foram beneficiados com entregas em seus estados, assim como o próprio presidente, que viajará todos os dias da semana.

DEU NA MÍDIA

Não tenho pretensão de concorrer em 2020”, garante Fernando Haddad | Eu Quero Investir

O ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad, e também  pré-candidato do PT ao governo de São Paulo em 2022. não descarta uma vitória de Jair Bolsonaro no pleito do próximo ano, quando o atual presidente da República deve disputar reeleição.Nos bastidores, em conversas com outros petistas, Haddad avalia que, apesar da reprovação crescente do atual governo, Bolsonaro ainda tem força perante o eleitorado e mantém apoio de parte considerável do empresariado brasileiro. Segundo aliados do ex-prefeito, ele tem alertado internamente no PT que a onda “Lula já ganhou” é arriscada. Para Haddad, o partido não pode baixar a guarda, mesmo com o bom desempenho do ex-presidente nas pesquisas.

RECADO DE TEMER

Jamais apoiei o golpe, diz Temer sobre impeachment de Dilma | Exame

O ex-presidente Michel Temer (MDB) avalia que não seria conveniente iniciar neste momento um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Ele ressalta que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid pode concluir que o presidente teve “incúria” no combate à covid-19, o que eventualmente pode levar o Ministério Público a pedir o afastamento de Bolsonaro. Entretanto, Temer acredita que o momento não é o ideal para este processo.“Se você me perguntasse um ano atrás, eu diria que talvez fosse o caso de começar um impedimento. Nesse momento, eu não acho adequado”, disse ele, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, 27. Segundo Temer, o processo de impedimento é “traumático” e, com o mandato de Bolsonaro já em estágio adiantado, esse efeito se ampliaria.

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CAMPANHA ABERTA

STF se manifesta após onda de convidados à posse de Fux contaminados com Covid-19

Aqui em Brasília, circulam comentários no sentido de que alguns  ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm se incomodado com o fato de Luiz Fux estar fazendo pressão para que o Senado vote a indicação de André Mendonça para a Corte. Eles acreditam que Fux está em campanha pela aprovação de Mendonça por causa do perfil lavajatista do ex-advogado-geral da União, indicado ao cargo por Jair Bolsonaro. Uma vez no STF, Mendonça se uniria a magistrados derrotados para reverter o resultado de votações sobre temas que representaram derrotas para a Lava Jato.O principal revés institucional para a operação foi a derrota da possibilidade de prisão depois de condenação em segunda instância na Justiça. O placar foi apertado: 6 a 5. Mendonça poderia virar o jogo. A outra decisão que contrariou os lavajatistas foi a de permitir que a Justiça Eleitoral julgue casos de corrupção nas eleições. Eles preferiam que as denúncias seguissem tramitando na Justiça Federal.

 SONHO ANTIGO

Moro volta ao Brasil para decidir destino político | VEJA

De volta ao Brasil, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro já iniciou as conversas políticas para decidir se vai disputar a eleição presidencial de 2022. No sábado, Moro se reuniu de manhã com integrantes da cúpula do Podemos, em encontro realizado na casa do senador Oriovisto Guimarães (PR). Por enquanto, o ex-juiz quer aguardar até novembro para bater o martelo sobre o seu futuro.

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MAIS DOSES

Queiroga anuncia dose de reforço para profissionais de saúde

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, participou de um evento em João Pessoa, capital da Paraíba, e por meio de uma videoconferência nesta terça-feira (28), anunciou a ampliação da aplicação de doses de reforço das vacinas contra Covid-19 para idosos acima de 60 anos.Até aqui, o Ministério da Saúde havia anunciado a dose de reforço para imunossuprimidos, profissionais de saúde e pessoas com 70 anos ou mais. A dose de reforço em pessoas com 60 anos ou mais, entretanto, já ocorre em alguns locais, como Salvador e São Paulo.

 REAJUSTE

Preço da gasolina em Curitiba. Veja os menores preços da cidade

A Petrobras anunciou nesta terça-feira (28) que vai elevar o preço do diesel vendido às distribuidoras. Com o reajuste, o preço médio de venda do diesel A passa de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,25 por litro. O reajuste entra em vigor na quarta-feira (29).Segundo a Petrobras, a alta de 8,89% vem após 85 dias de preços estáveis para o combustível – a última alta antes dessa havia sido em 7 de julho passado. A Petrobras não informou reajuste nos preços dos demais combustíveis.

REGISTRO

Saiba quais são as semelhanças e diferenças entre COVID-19 e gripe - OPAS/OMS | Organização Pan-Americana da Saúde

Desde março do ano passado, começo da pandemia de Covid-19 no país, o preço do litro da gasolina disparou nos postos de combustíveis. O aumento em agosto deste ano fez o valor do litro ficar 32,9% acima do registrado em março de 2020. O preço médio de revenda no país subiu de R$ 4,46 para R$ 5,93.O Distrito Federal registrou o maior aumento e ficou acima de média nacional, com reajuste de 34% no período. Na capital federal, o preço médio de revenda da gasolina nos postos saltou de R$ 4,77 para R$ 6,40 o litro.Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, compilados

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