Delação de ex-BicBanco abrange 20 inquéritos e 5 ações na JF

O acordo de colaboração premiada firmado pelo ex-superintendente do BicBanco em Cuiabá, Luis Carlos Cuzziol, abrange 20 inquéritos da Polícia Federal e cinco ações que tramitam na Justiça Federal de Mato Grosso.

A informação consta no termo de homologação do acordo, assinado pelo desembargador federal Cândido Ribeiro, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A homologação foi feita no dia 30 de abril deste ano. O documento, no entanto, não detalha as investigações.

Os inquéritos datam dos anos de 2012 a 2017. As cinco ações penais às quais a delação atinge dizem respeito à Operação Ararath e correm em sigilo.

Segundo apurou a reportagem, a delação dá detalhes de como funcionava o esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e financiamento de campanha investigado no âmbito da Operação Ararath.

“Entre os fatos em foco estão ‘episódios praticados desde o ano de 2008, na condição de superintendente de Agência do BicBanco na cidade de Cuiabá/MT envolvendo os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária e lavagem de dinheiro, previstos no artigo 4º, da Lei n 7.492/86, e art. 1º, da Lei nº 9613/98, respectivamente”, consta no termo de homologação, que não dá detalhes de quais seriam os inquéritos e as ações.

Alvo da 5ª e 6ª fase da Operação Ararath, Cuzziol já foi condenado em três ações penais. As investigações do Ministério Público Federal apontam que ele teria ajudado o ex-secretário de Estado Eder Moraes a lavar dinheiro.

R$ 12 milhões

No início deste ano, Cuzziol foi reinterrogado pelo juiz Jeferson Schneider, na 5ª Vara Federal de Mato Grosso. O processo trata de acusação de prática de inúmeras operações ilícitas de empréstimos bancários concedidos à pessoa jurídica Ortolan Assessoria e Negócios Ltda e que tinham como garantia créditos fictícios junto ao Governo do Estado.

Segundo a ação, Cuzziol também teria usado o BicBanco para conceder empréstimos, de forma fraudulenta. O Banco Industrial e Comercial S/A (BicBanco) foi vendido em 2013 para um grupo de chineses e, atualmente, se chama oficialmente China Construction Bank.

O prejuízo estimado é de R$ 12 milhões, pagos à empresa por meio da simulação de prestação de serviços na área de consultoria e assessoria em gestão governamental.

 

Crédito: Mídia News

Foto: João Vieira

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