Mendes afirma que não há solução simples para o VLT

Por: Lucas Leite

 

Após passar, aproximadamente, 7 anos da obra parada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), a população voltou a fazer novas cobranças sobre o posicionamento do governador Mauro Mendes (DEM) que, em entrevista ao programa Jornal do Meio Dia, desta segunda-feira (15) na TV VILA REAL,  lembrou que pediu um ano para analisar a situação.

“Nós pedimos durante o período eleitoral um prazo de até um ano para estudarmos com profundidade este assunto. Não é uma solução simples. Mato Grosso precisa de quase R$ 1 bilhão para terminar essa obra”, disse Mendes.

Mauro afirma, ainda, que pode apresentar soluções sobre o cancelamento do contrato com a empresa e que, pelo decorrer das discussões feitas com o jurídico do governo, poderá acontecer trocas de modal de transporte público. “Já estamos fazendo reunião e nesse sentindo nós iremos apresentar uma solução para este problema e uma dessas alternativas é converter para outro modal, outra solução que possa ser mais barata, menos custosa”, afirma o governador.

Dentre os vários pontos negativos relacionados à obra, uma que causa transtorno seria o custo da passagem do VLT. Sobre o assunto, Mendes afirmou que manteria a tarifa atual de ônibus em Cuiabá para o VLT, porém o Estado teria que desembolsar o valor de R$ 70 milhões por anos com subsídios, em meio a toda essa crise.

“Hoje o governo do Estado não tem dinheiro para pagar os fornecedores de remédio. Não tem dinheiro para fazer manutenção nas escolas. Não tem dinheiro para uma série de outras coisas aí importantes. Como vou inventar que tem dinheiro para uma despesa nova para fazer um subsídio para um transporte coletivo da cidade de Cuiabá?”

Dentre as prioridades do governo, Mendes enfatiza o setor de infraestrutura e de transportes. “Nós temos, hoje, quase 500 obras paralisadas em todo Estado de Mato Grosso, por falta de pagamento. Temos obras de rodovias e nós teremos que adotar algumas prioridades e no momento certo”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *