Já alvo de várias ações, Emanuel Pinheiro pode enfrentar “a mãe de todas as denúncias” caso o seu ex-secretário de saúde resolva fazer delação premiada

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que já é alvo de várias ações, inclusive que transcorre em segredo de Justiça como é a do “dinheiro no paletó” e na qual é suspeito de receber propinas do ex-governador Silval Barbosa, pode enfrentar, nos próximo dias, a “mãe de todas as denúncias” caso o seu ex-secretário de Saúde, o médico Huark Douglas Correia, um dos presos na Operação Sangria, resolva mesmo aderir a uma suposta delação premiada que se encontraria em tramitação.

Nessa hipótese, o ex-secretário que se encontra na cadeia desde o final de março, receberia benefícios previstos em lei, como o relaxamento da preventiva e eventual redução da pena em caso de condenação, se colaborar com as investigações da Defaz (Delegacia Fazendária), revelando fatos e entregando nomes de envolvidos em um grande esquema de fraude em contratos na área da Saúde, com foco principal na Secretaria de Saúde da Capital e se espraiando por outros órgãos.

O prefeito Emanuel Pinheiro seria um dos apontados pelo médico, além de vereadores da base de apoio do chefe do Executivo.

Além de Huark, dois outros médicos que se encontram também presos – Luciano Correia Ribeiro e Fábio Liberali Weissheimer – poderão tentar partir para um acordo de delação premiada.

O fato que estaria reforçando a decisão dos três médicos que seguem presos seria uma medida da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça que determinou, nesta quarta-feira (10), a soltura de Celita Natalina Liberali, Fabio Alex Taques Figueiredo, Kedina Iracema e Flavio Alexandre Taques da Silva, considerados do “núcleo subalterno” do esquema.

“JOGANDO A TOALHA”

Esse “inferno astral” enfrentado pelo prefeito cuiabano, segundo observadores políticos, torna compreensível a decisão de Emanuel, que já anunciou por várias vezes, não ser candidato à reeleição .

“Ele precisa de tempo e paz para cuidar de sua defesa”, afirma um amigo de Pinheiro, que pediu reservas quanto à revelação do seu nome.

 

Crédito: Página Única

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