Dificilmente sobra um apto à vaga do TCE, argumenta Maluf

Indicado pela Assembleia Legislativa para ocupar uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) se defendeu dos ataques dos parlamentares contra a sua escolha. Ele argumenta que ser réu não significa ser culpado e que vários deputados possuem processos em andamento.

 

O deputado virou réu há uma semana em processo oriundo da operação Rêmora. “Se for discutir inquéritos e indiciamentos dificilmente sobra um apto para a vaga do Tribunal de Contas de Mato Grosso”, disse Maluf, que afirmou  provar a sua inocência.

 

Ele é acusado pelo Ministério Público de participar de desvio de recursos na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), ação que foi investigada pela operação Rêmora, em 2017. O grupo teria direcionado 23 licitações para a construção e reforma de escolas.

 

Em entrevista após a definição de seu nome, ele ressaltou que se sente preparado para assumir a vaga e que contará com o apoio da equipe técnica do TCE para se aprofundar nas pautas discutidas pelo órgão. “O Tribunal de Contas precisava sim ter mais um deputado, para contemplar o misto do técnico e político”. Maluf prometeu de desligar do partido assim que o projeto da sua nomeação seja sancionada pelo governador Mauro Mendes.

 

A escolha do parlamentar para a vaga do TCE ocorreu em meio a muita discussão. Para alguns deputados, a definição de Maluf causará um certo desconforto jurídico. O Ministério Público do Estado (MPE) notificou a Assembleia Legislativa a anular o processo de escolha, por irregularidades que foram encontradas ao longo do rito, como o fato de Guilherme Maluf ser réu em processo e, portanto, não ter caráter ilibado, conforme exigência da Constituição Federal.

 

 

 

 

 

 

Crédito: Gazeta Digital

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