Max Russi diz que não era o escolhido do Palácio Paiaguás

Primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB) sabia que não era o nome desejado pelo governador Mauro Mendes (DEM) à vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas (TCE-MT). Derrotado de forma direta pelo deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB), o parlamentar acredita que sua escolha prejudicaria a vida do Executivo na Casa de Leis, gerando novo contexto de oposição.

 

O suplente de Max é o delegado Sérgio Ribeiro (PPS), servidor público de carreira, algo que poderia encorpar o viés classista no Legislativo. A secretaria da Mesa Diretora seria assumida pelo deputado de oposição Valdir Barranco (PT), nome firme no combate a Mauro Mendes.

 

“O Palácio Paiaguás não tinha o deputado Max como escolhido. É claro. Eu entendo isso. Eu entendo esse posicionamento. Era um outro servidor público que viria a essa Casa de Leis,  que é o meu suplente, talvez teriam com isso uma dificuldade maior aqui no parlamento. Enfim, o Barranco assumiria a primeira secretaria”, afirmou o político do PSB.

 

Segundo Russi, o candidato de Mendes era o deputado Guilherme Maluf, que conseguiu vencer o pleito interno. O posicionamento, porém, é visto como natural. “A gente tem que respeitar o entendimento do Palácio. Eu acho que não houve uma interferência. Ao menos eu não acompanhei uma interferência muito forte. Mas é lógico que tinha um interesse pelo Guilherme. Isso é justo e eu respeito esse posicionamento”, finalizou.

 

Por um voto de diferença (11×10) no Colégio de Líderes em relação ao deputado Max Russi, Guilherme Maluf foi escolhido na quarta-feira (20) e deve ser sabatinado pelo plenário na terça-feira (26).

 

A escolha de Maluf à vaga foi estabelecida depois de muita polêmica na apresentação e avaliação de documentos para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que acabou acolhendo as reclamações e permitindo que 6 nomes continuassem na disputa.

 

 

 

 

Crédito: Gazeta Digital

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