Após mortes no RJ, juiz teme tragédia em alas de presídios

O juiz-corregedor dos presídios de Cuiabá, Geraldo Fernandes Fidelis Neto, determinou ao Estado para que apresente o laudo do Corpo de Bombeiros que autoriza o funcionamento das alas conhecidas como “shelter” e módulo de aço nas unidades penitenciárias da Capital.
De acordo com o magistrado, as alas “são na verdade contêineres modificados onde o recuperando se encontra em prisão e, nessas circunstâncias, sob grades ou portas com dispositivos de tranca”.
A decisão do magistrado foi expressa em ordem de serviço. No documento, Fidelis ressalta ainda que há possibilidade de existir gambiarras nesses setores, as quais poderiam gerar curto circuito ou carga de energia, ocasionando incêndio.
“Dias atrás, em um espaço muito mais organizado do que as aludidas alas – shelter e módulo de aço – houve o trágico incêndio nas instalações conhecidas como Ninho do Urubu, onde era o dormitório das equipes da base do Clube de Regatas do Flamengo, vindo a ceifar a vida de dez adolescentes, sendo que outros não morreram, pois fugiram pelas portas, o que não acontece no ambiente carcerário, pois, como ressaltado, há grades e trancas, que impedem tal socorro.”
Os documentos devem ser apresentados pelo secretário adjunto penitenciário, Emanoel Alves das Flores, e pelos diretores da Penitenciária Central do Estado (PCE), Revétrio Francisco da Costa, e do Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), Winkler de Freitas Teles.
O magistrado ressaltou ainda que a autoridade administrativa que mantiver qualquer pessoa custodiada em situação de risco de morte por incêndio nessas alas incorrerá em desobediência passível de sanções e responsabilidade de ordem administrativa civil e penal.
Crédito: Mídia News

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